Artes (com) trastes e traquinagens


30/11/2005


 

 

Cliquem no link abaixo escutem a música

http://www.warnerbrosrecords.com/damienrice/

Abaixo é a tradução,a qual indico vcs escutarem a versão com Ana Carolina e Sr. Jorge,a qual tá belissíma.

Beijos e Um ótimo fim de tarde pra todos que aqui passarem.

Sayô

 

 

É isso aí,como a gente achou que ía ser,a vida tão simples é boa,quase sempre.

É isso aí, os passos vão pelas ruas,quem reparou na lua,a vida sempre continua.

Eu não sei parar de te olhar

Eu não sei parar de te olhar

Não vou parar de te olhar

Eu não me canso de olhar

Não sei parar de te olhar

É isso aí,a quem acredita em milagre,a quem cometa maldade, a quem não saiba dizer,a verdade.

É isso aí,um vendedor de flores,ensina os seus filhos a escolher seus amores.

Eu não sei parar de te olhar

Não sei parar de te olhar

Não vou parar de te olhar

Eu não me canso de olhar

Não vou parar de te olhar

 

Escrito por Sayô & Shara às 17h12
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Alma Nua

Vander Lee

 

Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorando a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

 

Beijos, Sayô

 

Escrito por Sayô & Shara às 10h15
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28/11/2005


VOCE SABE ONDE É O CÉU?

 

O Joca Oeiras, amigo que escolheu Parnaíba para morar, me convidou para uma festa no Céu. E eu fiquei a imaginar que uma festa no céu só poderia ser algo assim bem paradisíaco pois foi assim que aprendi o  que é céu. Mas por outro lado, aprendi que só se chega lá depois de morto, nem me lembrava que existe tantos lugares,pessoas e coisas que nos fazem sentir o céu. Pois é... ele, o Joca,  tá preparando junto com outras figuras piauienses uma festa de Ano Novo  no Céu. Vamos todos para lá? Eu estou   tentada a  ir e estou aqui fazendo a  cabeça de voces  para irem também.

Olhem as primeiras fotos que me chegaram deste lugar perdido na Ilha Grande de Santa Isabel, o outro lado do rio Parnaíba, lá em Parnaíba. Acho que essa festa no Céu promete.  Um beijo, SHARA JANE.

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h56
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27/11/2005


 

(Só pra controle essa foto foi tirada NA LAGOA DO PORTINHO-Piaui)

Porque eu estou na TPM(ou ela está em mim?!),trouxe esse texto pra vcs.


Beijos,Sayô

 

 

Chilique e mulher, tudo a ver

-Ailin Aleixo-

Assim como pomba arrulha e gato mia, mulher chilica. É natural, intrínseco. Sei lá se são os hormônios ou se a culpa é toda da vaca da Eva, mas o fato é um só: você terá que lidar com chiliques femininos durante toda sua existência como humano (não sei ao certo se pombas e gatas também chilicam). Por isso pense mil e quinhentas vezes antes de mandá-la pastar— é a mesma coisa que ficar possesso por um pato nadar. E isso não é uma desculpa para os ataques dignos de rotweiller com fome que as mocinhas têm quando menos se espera; é uma constatação para tornar a vida mais fácil. A sua e a nossa.

Feito o Big Bang, o faniquito transforma a matéria calma, aparentemente inerte, no maior estrondo do universo. A diferença é que nenhuma vida é criada. E a sua sempre corre perigo. Mas será que ele vem do nada? Errado! Essa balela é coisa criada por homem.

Homens são toscos demais para notar as sutilezas do nascimento de um chilique (sim, sempre há uma razão para eles). Pode ter sido o jeito rude que você reagiu quando ela o olhou o menu e não achou nada com menos de 4 mil calorias: "Você está de dieta, querida, não o mundo". Pode ter sido aquela "coisinha à toa" do dia em que ela estava de cama uivando de dor nas costas, vivendo horas felizes e inesquecíveis à base de bolsa de água quente e relaxantes musculares em doses industriais e você, bocó, não desmarcou o chopinho com os amigos. E voltou à uma da manhã, bêbado, tentando se justificar "Mas fofa, você tava dormindo, ic". O faniquito pode nascer de um olhar desviado, da falta de atenção nas palavras dela, de um cílio caído na hora errada, não interessa: ela sabe muito bem (e sente muito bem) a razão daquela explosão. E é bom você ir aprendendo.

Antes de sair andando e deixar a moça sozinha a espernear, tente entender o motivo daquela cena medonha (mulheres chilicadas jamais são bonitinhas). Mesmo que você não encontre vestígio de razão para tal ataque, procure. Dê uma rewind na sua memória recente e detecte meia dúzia de coisas que ela pode ter achado suficientemente más para queimá-lo vivo. Afaste as facas, tesouras e qualquer objeto cortante e vá se desculpando de uma por uma, sem parar, sem tomar ar, sem dar chance dela retrucar com gritos, cinismo ou, a pior das armas, lágrimas grossas e pesadas. Não deixe a bola cair e verá que em instantes sua sincera (uma ova, mas não importa) tentativa de redimir-se causará o apaziguamento da alma daquela mulher à sua frente. E, claro, um bálsamo para seus ouvidos. Ela ficará linda, aninhada em seus braços, ainda teimando que tem razão, mas touro laçado.

Use esse artifício uma vez, duas no máximo: todas nós merecemos uma boa e generosa dose de compreensão. Não questione isso, apenas aceite e cale a boca se não quiser começar a briga de novo. Mas se ela chilicar mais do que três ou quatro vezes num período de tempo inferior a três ou quatro TPM´s, a sua princesinha está precisando não é de compreensão, é de camisa-de-força, mesmo: ninguém tem direito de ser tão chato. Nem mesmo uma mulher.

 

Escrito por Sayô & Shara às 18h11
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25/11/2005


 

 

Paciência

Lenine

 

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não)

Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não...a vida não para)

 

 

Bom Fim de Semana

Beijos,Sayô

Escrito por Sayô & Shara às 22h35
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Ampliando a homenagem da Sayô ao papai, de manhãzinha cedo, termino o dia dizendo que:

Meu querido pai é um encanto. Por isso eu canto uma ode a vida dele. Uma vida repleta de historias para contar porque muito vivida, muito envolvida em tranças e feixes de narrativas cheias de ação, alegria e invenção. Elias inventa e re-inventa a vida com sua energia intensa e sua extrema delicadeza. É uma festa e uma benção ter sido criada por ele e nossa mãe. Um contraponto que deu adubo ao nosso próprio modo de ser e estar no mundo. Em homenagem a ele, recito João Cabral de Melo Neto:

E não há melhor resposta

que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio

que também se chama vida

ver a fábrica que ela mesma teimosamente,

se fabrica vê-la brotar,

como há pouco

em nova vida explodida.

 

É isso amado pai, voce é um espetáculo de vida e eu tenho um prazer e um orgulho enorme em ser sua filha. Um beijo, Shara.

 

Escrito por Sayô & Shara às 00h17
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24/11/2005


 

 

 

24.11

Porque hj é o aniversário do nosso pai. Sim digo nosso, pq seria injustiça se falasse MEU,pois além das filhas de sangue Shara,Soraya,Sayô e Shamara...existem as inúmeras filhas q ele adota e cuida e da comida na boca,e coloca em suas orações...

Pai tu é a própria emoção, alegria, esperança, otimismo,energia.

Obrigada por fazer parte dos nossos dias!

Que Deus te proteja sempre!

Te amamos!

Sayô.

 

Escrito por Sayô & Shara às 12h01
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23/11/2005


 

 

antecéu

gosto quando me roubas o corpo e de oferta te dou a alma. e adoro quando passamos as madrugadas a dançar ao som das músicas que compus para ti. e dos beijos que me dás às escondidas da luz.

lá fora, as estrelas tremem de frio e por aqui tu fazes de sol. adoro sentir-e a personagem e arder a teu lado. neste palco de rosas.

uma limonada, um copo de água, um bombom e o jornal diário. a tua foto, o teclado, os documentos para informar e as horas que voam, sem asas, até aos teus lábios. cena após cena, dia após dia.

quando chega a praia e te dás ao mar fazes de onda. e eu espero ansioso na praia até que me toques a pele, para depois me banhar em ti.

neste acto final, o tecto das nossas vidas fez-se de céu. e eu, marioneta do teu amor, adoro pular tocando com os cabelos nas nuvens, sem medo de cair.
porque sei que o teu colo será sempre um bom refúgio.  (Ricardo)
 
 
"a saber: as flores mesmo sem pétalas não deixam de ser flores. podem perder a arte, mas não deixam de alimentar as abelhas. E há [acreditem, há!] pessoas assim: como flores e como abelhas." (Ricardo)

Escrito por Sayô & Shara às 11h23
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22/11/2005


 

 

 

Palavras©

Se me disseres que me amas, acreditarei,
mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei,
mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.

... e assim são as palavras escritas;
possuem um magnetismo especial,
libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de em poucos minutos
cruzar mares, saltar montanhas,
atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes perde-se o autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será eternamente
revivido por todos aqueles que a lerem.

Faça amor com as palavras, mate saudades, peça perdão,
aproxime-se, recupere o tempo perdido, insinue-se,
alegre alguém, dê simplesmente um bom dia,
faça um carinho especial.
Use-a a todo instante, de todas as maneiras;
sua força é imensurável.
Não esqueça que quem escreve,
constrói um castelo,
e quem lê, passa a habitá-lo.

(Silvana Duboc)

Escrito por Sayô & Shara às 10h50
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21/11/2005


 

 

 

.fugacidade e permanência.

".agarra-se com gosto o que não nasce do instante. cravadas âncoras na pele do tempo. se quer que dure o que está presente. ainda que os dias não poupem fragmentos.

.também se queria que a casa fizesse paredes bellas onde tudo durasse. mas há o que morre e o que nasce. e o julgo dos lapsos é serem momentos.

.permanecem asas abertas no que veio sem pedir e morou entre veias. assombro de si. fome que fica. trajeto carmim de azuis sem saída. permanecem sem meios de fuga ou regresso.

.estar sempre aqui tem o seu preço."

 

 

Uma Boa Semana!

Beijos,

Sayô.

Escrito por Sayô & Shara às 10h21
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19/11/2005


 

 

 

“Quando amo, digo que amo.

Não espero a certeza que nunca vira

Ou o depois que talvez não chegue.

 

Amo, por isto vivo.

Vivo, por isto amo.”

 

CARLA M’OHEA

 

 

 Com uma lua linda, um vento vindo de não sei de onde,pessoas descontraidas,várias pessoas,insenso,violão, flauta e outros instrumentos,VARAL DE POESIAS _ FLORBELA ESPANCA,MANOEL DE BARROS,VINICIUS DE MORAES, CARLOS D DE ANDRADE,LENINE,MÁRIO QUINTANA,CLARICE LISPECTOR,CECILIA MEIRELES,MARTHA MEDEIROS,CARLA M'OHEA..., aconteceu o nosso

I SARAU  _ ENTRE AMIGOS HÁ POESIA MUITA POESIA_

Valeu Shara por ter cedido tua casa(cheia de magia),valeu Clara e sua turma,Lumena,valeu a sua inspiração Amélia(Carla M'Ohea)mesmo estando em Fortaleza, valeu Luana, valeu Amandinha minha filha cheia de poesia...beijo todos q foram e os q não foram tb.

Até o próximo,Sayô

E VIVA A POESIA!

Escrito por Sayô & Shara às 11h08
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18/11/2005


 

 

 

 

".há um de mim que só acontece se em nós. petálas acesas de girassóis. canção e dança. e se podes correr é que sou vento. e se podes saber é que sou sentido. e se podes não sei é que sou labirinto. tudo quanto além e aqui. ser é um lindo que se pode cumprir sendo."

Escrito por Sayô & Shara às 10h12
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17/11/2005


"Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças"

Manoel de Barros

Lumena

Luna

Hanna

Lindas essas carinhas e esses jeitinhos de ser. Com elas e com as outras meninas (Clarinha, Mariana e Amanda) aprendo jeitos de me manter viva e feliz. Como diz Mario Quintana: "As vezes me pinto coisas de que nem há lembrança ... ou coisas que nao existem (...) No final, o que restará? Um desenho de criança ... corrigido por um louco!"

Beijos grande e não deixe a criança escapar,  nem a que vc tem dentro de si e nem as que encontra por aí. Shara Jane.

Escrito por Sayô & Shara às 00h39
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15/11/2005


 

 

 

A IDADE DO CÉU


 

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol

No jardim do céu
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu

    Jorge Drexler / Versão: Moska

Escrito por Sayô & Shara às 16h45
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14/11/2005


Deleites Múltiplos


Peles
Pernas
Salivas
Suores

No descompasso dos fervores
Flores de lúbricas pétalas
Ventres
Peitos
Sexos
Fundindo no intercalar de amores
No extravasar
de sabores
odores
cores
em uma só

Elas- Nelas
No gozo carmim
Da eternidade das tintas

Acéfalos Diabólicos
No ápice dos seres
Transcendendo o silêncio da superfície sólida

Ruídos presos na tela
De prazeres inenarráveis
De eufóricos e tórridos toques
Pinceladas!

Festival de Baco
No acalento das Amazonas

Néctar lascivo das fêmeas em cio

[Anna Bárbara]

Escrito por Sayô & Shara às 11h18
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11/11/2005


 

"Quando o dia acaba e a noite ainda não começou,
no crepúsculo de alguns deuses menores,
as valquírias soltaram-se e correram livres
e deixaram no ar as suas vozes

E os seus cavalos velozes deixaram no céu uma mensagem
de que a vida é feita de fins e de inícios
e de que por cada algo que acaba outro qualquer começa

E nas nuvens que ficaram após a sua passagem
delas quase não ficaram indícios
apenas nuvens, negras, vorazes, travessas

E nesses crepúsculos inspiradores de medos milenares
quando a ciência ainda não tinha explicações
os homens inventaram propriedades mágicas a esse momento
e conseguiram ver em simples nuvens que estão no ar
magia, promessas, maldições

E afinal enquanto se escrevem estas palavras,
o dia já acabou, o crepúsculo já terminou
e é noite escura e das nuvens... dessas já não restam nem os indícios."

 

Clarinha meu amor,meu carinho,meu colo,minha alegria pra vc!

Te amo muito muito muito !!!!

 

Tua Tia Sayô

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h58
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10/11/2005


 

 

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.

(Biografia do orvalho / Manoel de Barros)

Escrito por Sayô & Shara às 11h48
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09/11/2005


 

 

 

sonhos molhados.

".com as pontas dos dedos ainda no espaço entre um ser e outro ser. já muito do que caminha dentro caminha acompanhado. ainda resta ao corpo descobrir encaixes e arestas em outro corpo que lhe saiba nicho. estar entre a matéria e o sonho. entre a madeira e a água. entre o seixo e o rio. quanto há de líquido na memória do sólido?. flutuar sem rumo no fluxo do devir.

.devias vir para voar nos olhos aquários de quem traçou derivas em cada poro.

.devias vir marolar entre cachos ar-recifes. saber das espumas o que eu sei. sentir .d.e.v.a.g.a.r. as vagas tomarem conta das veias.

.devias viver mar"

Escrito por Sayô & Shara às 10h19
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07/11/2005



Para todos que se inspiram na lua, nua...



 A LUA NO CINEMA
Paulo Leminski

                          

                          


              
 A lua foi ao cinema,         
 passava um filme engraçado, 
 a história de uma estrela  
 que não tinha namorado.  

 Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!  

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

 

BOA SEMANA PARA  TODOS QUE DE UMA FORMA OU DE   OUTRA CHEGAM E FAZEM A FESTA, SHARA.

Escrito por Sayô & Shara às 00h16
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05/11/2005


 

 

Aqui em Fortaleza li algo sobre a PAZ ...

Não importa quem somos,quem éramos ou quem vamos ser. Tb não importa onde estamos ou onde estaremos, apenas uma grande verdade importa:queremos a paz e, a partir dela, queremos ser felizes! Não conseguimos imaginar alguém com um minimo de sanidade que não queira ser feliz, que não queira viver em paz. Ainda que muitos busquem essa paz de maneiras nada convencionais, o desejo final e único é este.

Alguns encontram a felicidade na existência de uma familia, outros por possuirem uma bela casa e um carro na garagem; outros por terem um bom emprego;para uma criança, um brinquedo inesperado; para aquela bela jovem, um beijo do namorado; já para alguns a felicidade está em pequenas coisas, ter o que comer todo dia, por exemplo. Mas, nem percebemos que a grande felicidade está em podermos desfrutar, da melhor maneira possível, do grande milagre divino que é a vida.

Buscamos incessantemente a paz, queremos que o amanhã seja melhor, que o futuro seja do jeito que sempre esperamos, mas, nem nos damos conta de nosso maior erro : procuramos essa paz, essa felicidade, em lugares errados. Buscamos em coisas materiais, em prazeres passageiros, em sentimentos pereciveis, em consumos desnecessários, em cifrões, em amores de mentira, em traços de vaidade, em aquisições egoístas. Enfim, a felicidade se apresenta de muitas formas, suas facetas estão em exposições diárias, cada um a enxerga de sua maneira e por muito tempo imagina-se tê-la encontrado, mas aí percebe-se que não se trata de paz, não se trata de felicidade, e sim de elementos que contribuem para sorrisos gratuitos, alegria passageira, tudo que sendo uma imitação da vida, pois, o único lugar que podemos realmente encontrar a paz é onde muitas vezes esquecemos de procurar, dentro de nós mesmos.

A paz não pode estar em lugar algum, em nada, se antes ela não estiver dentro de si.

A paz não está em algo...a paz está dentro de si!

(Jefferson Peixoto, escritor e jornalista)

 

Beijo cheio de PAZ pra todos que aqui passarem,

Sayô.

Escrito por Sayô & Shara às 21h46
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Abri o blog da Anucha e encontrei o Paulinho Moska enchendo sua página e dizendo de sua vida. Como para mim, ele diz tudo de muitas  coisas que sinto e vivo,  trago para vcs algo dele que fala dos ditos do silêncio.

 

 

                   EM MEU

SILÊNCIO........................

SE                             

CIO

 

Bom final de semana, Shara Jane.

Paulinho Moska[http://paulinhomoska.multiply.com]

Escrito por Sayô & Shara às 20h08
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03/11/2005


  

Este texto lindo foi escrito pela amiga Glória Diógenes. E dedico-o às minhas irmãs, porque com elas também aprendi que existe luz nas noites mais escuras.

                                   

 

Contigo Aprendi

 

Escrever  uma história ouvindo todas as idades que tenho,

Contar história para todas as idades que temos.

 

 

Eu tinha apenas três anos quando ele nasceu. De tão branquelo foi apelidado de arroz doce. É bem verdade, eu queria uma irmã. Pensando bem, eu queria uma amiga para brincar de boneca, jogar pedras, pular macaca e chorar comigo assistindo a sessão dominical de Mercelino pão e vinho. Pensei então que ele poderia vir  a ser um boneco de mais verdade. Poderia substituir o seboso, o único homem no harém das bonecas. Seboso, obviamente esse nome fora dado pela minha mãe, pelo olhar do outro. Ele era o mais velho da cidade dos bonecos e foi ficando meio desbotado, com uns sujinhos grudados nas pontos dos dedos e uma mancha, quase que uma raspa na perna esquerda. Não sei muito bem porque, mas a nudez era a condição corporal de seboso. Um corpo com órgãos. Para mim, ele era todo inteiro, não faltava nada.

Foi quando nasceu o Paulo. A diferença é que meu irmão chorava, calava, ria estranhamente e não me respondia nada, nunca. Já o Seboso, principalmente quando ia dormir e se aproximava aquela hora da aparição dos fantasmas, dizia de mim e do mundo. Eu deitava de um lado, para reparar nas almas que vinham na mira de meu olho fechado e, seboso, ficava olhando o meu outro lado, o escuro, o abismo. Um certo dia, uma voz adentrou o silencioso diálogo entre mim e seboso. Meu irmão falava também. Era um final de tarde. Na radiadora,  tocava Contigo Aprendi  na voz de Altemar Dutra. Peguei Paulo pela mão e atravessei as cadeiras que pontilhavam o entardecer na calçada. Quando a  noite chegou,  como num ritual sagrado, naquele dia, amarrei em nossos punhos um telefone sem fio. Uma caixa de fósforos, um cordão que aproveitei das compras chegadas da mercearia, um fio de  comunicação. Atrás de mim, não havia mais seboso. Apenas a infinita certeza do escuro, do sem fim e da tênue linha que parece unir afetos, dose possível de remédio para a alma. Durante toda vida um fio invisível  nos entrelaça, nos comove. Contigo aprendi que existe luz nas noites mais escuras. Bom dia,  Paulo.

 

 Bom dia a tod@s, Shara Jane. 

 

 

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 10h20
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01/11/2005


 

 

 

 

Sempre tive a sensação que a vida não cabia nas palavras inventadas para significá-las. Algo assim como quando se ama e não se sabe dizer... Cadê as palavras? Inventamos uma e normalmente reduzimos o que sentimos. Encontrei um pouco desse sentimento em Manoel de Barros, um dos meus poetas preferidos. Aliás, eu acho que as palavras da poesia são as que mais falam da vida sem reduzi-las talvez porque falem por imagens:

 

O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.

 

Um beijo no dia primeiro de novembro, Shara Jane.

Escrito por Sayô & Shara às 09h07
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Artes (com) trastes e traquinagens

Nós, Sayonara e Shara, resolvemos criar um blog que fale mais da vida, das relações entre as pessoas,das questões que envolvem o nosso mundo,especialmente sobre a poesia,a música, a dança...
Queremos falar das coisas cotidianas, das nossas coisas, não para falar do mundo privado pelo mundo privado, como no Big Brother Brasil, mas para falar das coisas que façam as pessoas olharem para o mundo externo, aquele que nos provoca, nos faz pensar e nos mobiliza a olhar para nós mesmos.
A arte com singularidade nos possibilita isso, sair de si e entrar no universo de múltiplos e intensos contrastes dos outros. Assim, a proposta é que 'trastes' de todo tipo invadam o nosso blog e proliferem as traquinagens que fertilizam os nossos corpos alegres, dançantes, embriagados.
Artes (com) trastes e traquinagens espera ser um agradável cantinho,para os chegados, os estranhos,os nômades e os trastes de todo tipo ou ideais.

Sejam Bem Vindos!


Sayô & Shara



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:: Jorge Vecilo :: Fácil de Entender ::



"Poema é lugar onde a gente pode afirmar que o delírio é uma sensatez."
(Manoel de Barros)


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(Manoel de Barros)


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(Manoel de Barros)


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(Manoel de Barros)


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