Artes (com) trastes e traquinagens


30/07/2005


Isso te faz pensar?

/frederico mendes

Diante do que vivemos hoje: mensalão, corrupção, terrorismo ... Dar o dedo a tudo isso pode ser uma forma de publicamente dizer que "não queremos mais a ordem natural das coisas!". Por isso digo:

"Estranhem o que não for estranho.

Tomem por inexplicável o habitual.

Sintam-se perplexos ante o cotidiano." Bertold Brecht

Bom final de semana para tod@s, beijos Shara

Escrito por Sayô & Shara às 23h07
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27/07/2005


Adélia no café...

 

Foto: Frederico Mendes

Hoje acordei cedo, mas o sol já estava. Uma alegria inundou meu corpo e lembrei de Adélia Prado – poetiza que fala do amor e da vida com uma densidade que às vezes é difícil de alcançar de tão simples que é. Escolhi-a para postar para que logo no café da manhã possamos comer a delicadeza das palavras dessa mulher ao falar na poesia Casamento do amor que se deseja, do amor que não esquece de parar e ser. Escolhi-a também para homenagear todas as pessoas que, como eu, vive os altos e baixos de um relacionamento, mas que subitamente acorda e sabe que ama intensamente.

 Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinho na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

 

Beijos a tod@s que lembram: Todo dia o sol levanta e a gente canta celebrando o dia, Sharita.

Escrito por Sayô & Shara às 08h00
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26/07/2005


 

 

 

Mais iguarias com toques de poesia

para alegrar seu dia.

Gostou Anucha? Clarice como ti prometi, devore-a.

Beijos, Shara.

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 16h23
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25/07/2005


 

 

Bom Dia luzes do Meu Dia!

Nosso Blog foi criado no dia 24/04/05.Ontem foi aniversario dele!

E hj resolvi blogar o primeiro texto dele...pra q as pessoas q não acompanham a gente desde o começo, possam saber o porque do ARTES (COM) TRASTES E TRAQUINAGENS.

Gde beijo,...estou viajando amanha...na segunda estarei por aqui,...bjs,Sayô.

 

O NOSSO BLOG

 

 

Nós, Sayonara e Shara, resolvemos criar um blog que fale mais da vida, das relações entre as pessoas, das questões que envolvem o nosso mundo, especialmente sobre a poesia, a música, a dança... Queremos falar das coisas cotidianas, das nossas coisas, não para falar do mundo privado pelo mundo privado, como no Big Brother Brasil, mas para falar de coisas que façam as pessoas olharem para o mundo externo, aquele que nos provoca, nos faz pensar e nos mobiliza a olhar para nós mesmos. A arte com sua singularidade nos possibilita isso, sair de si e entrar no universo de múltiplos e intensos contrastes dos outros. Assim, a proposta é que trastes de todo tipo invadam o nosso blog e proliferem as traquinagens que fertilizam os nossos corpos alegres, dançantes, embriagados. Artes (com)trastes e traquinagens espera ser um agradável cantinho para os chegados, os estranhos, os nômades e os trastes de todo tipo ou ideais.

Sejam Bem Vindos!

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 11h17
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24/07/2005


       

estou com sede e fome

por isso a cada dia

arrisco

um risco de poesia

alguém quer beber e comer comigo?

um pedaço de Leminski pra começar, sem engasgar...

                                                                          

                                                                                    

              

Um            

 

   bem apertadinho com desejos de boa semana para tod@s, Shara Jane.

Escrito por Sayô & Shara às 15h59
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23/07/2005


Gabriela Grizzo

DA SOLIDÃO

Cecília Meireles  

Há muitas pessoas q sofrem do mal da solidão. Basta q em redor delas se arme o silêncio, q não se manifeste aos seus olhos nenhuma presença humana, para q delas se apodere imensa angústia: como se o peso do céu desabasse sobre sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúncio do fim do mundo.

No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, por infinitas formas da Natureza e o nosso mundo particular não está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios, de idéias, q impedem uma total solidão?

Tudo é vivo e tudo fala, em redor de nós, embora com vida e voz q não são humanas, mas q podemos aprender a escutar, por muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer o nosso próprio mistério. Como aquele sultão Mamude, q entendia a fala dos pássaros, podemos aplicar toda a nossa sensibilidade a esse aparente vazio de solidão: e pouco a pouco nos sentiremos enriquecidos.

Pintores e fotógrafos andam em volta dos objetos à procura de ângulos, jogos de luz, eloqüência de formas, para revelarem aquilo que lhe parece não só o mais estático dos seus aspectos, mas também o mais comunicável, o mais rico de sugestões, o mais capaz de transmitir aquilo que excede os limites físicos desses objetos, constituindo, de certo modo, seus espírito e sua alma.

Façamo-nos também desse modo videntes: olhemos devagar para a cor das paredes, o desenho das cadeiras, a transparência das vidraças, os dóceis panos tecidos sem maiores pretensões. Não procuremos neles a beleza que arrebata logo o olhar, o equilíbrio das linhas, a graça das proporções: muitas vezes seu aspecto – como o das criaturas humanas – é inábil e desajeitado. Mas não é isso que procuramos, apenas: é o seu sentido íntimo que tentamos discernir. Amemos nessas humildes coisas a carga de experiências que representam, e a repercussão, nelas sensível, de tanto trabalho humano, por infindáveis séculos.

Amemos o que sentimos de nós mesmos, nessas variadas coisas, já que, por egoístas que somos, não sabemos amar senão aquilo em que nos encontramos. Amemos o antigo encantamento dos nossos olhos infantis, quando começavam a descobrir o mundo: as nervuras das madeiras, com seus caminhos de bosques e ondas e horizontes; o desenho dos azulejos; o esmalte das louças; os tranqüilos, metódicos telhados... Amemos o rumor da água que corre, os sons das máquinas, a inquieta voz dos animais, que desejaríamos traduzir.

Tudo palpita em redor de nós, e é como um dever de amor aplicarmos o ouvido, a vista, o coração a essa infinidade de formas naturais ou artificiais que encerram seu segredo, suas memórias, suas silenciosas experiências. A rosa que se despede de si mesma, o espelho onde pousa o nosso rosto, a fronha por onde se desenham os sonhos de quem dorme, tudo, tudo é um mundo com passado, presente, futuro, pelo qual transitamos atentos ou distraídos. Mundo delicado, que não se impõe com violência: que aceita a nossa frivolidade ou o nosso respeito; que espera que o descubramos, sem se anunciar nem pretender prevalecer; que pode ficar para sempre ignorado, sem que por isto deixe de existir; que não faz da sua presença um anúncio exigente. “Estou aqui, estou aqui!” Mas, concentrado em sua essência, só se revela quando os nossos sentidos estão aptos para o descobrirem. E que em silêncio nos oferece sua múltipla companhia, generosa e invisível.

Oh! se vos queixais de solidão humana, prestai atenção, em redor de vós, a essa prestigiosa presença, a essa copiosa linguagem que de tudo transborda, e que conversará convosco interminavelmente.

Gostou Juliana? É pra voce. Beijos, Shara.

 

Escrito por Sayô & Shara às 16h15
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 SEJA BORBOLETA

Luzes que apagam, para outras acenderem. Os carros, o transito, casais discutindo, casais se amando. Cidades grandes, pequenas, movimentadas, tediosas, belas, sujas. O mundo nao para porque decidimos estacionar na vida.
A transformacao da borboleta eh um dos mais interessantes brinquedos da natureza: uma simples lagarta, feia e sem graca, espera o seu primeiro dia de estrela: quando torna-se despreendida das amarras que a fazem crer nas possiveis incapacidades. E torna-se um dos mais lindos seres: voa, tendo um ceu imenso ao seu alcance, na mais total liberdade, alem da beleza que colore os olhos por onde passa.
A natureza eh sabia e nos ensina com seus exemplos: alguns se olham no espelho e enxergam eternas lagartas: o mundo la fora grita, o mundo sempre inova e eles continuam parados na propria solidao.
A magia da vida eh embriagar-se com o infinito, com a certeza de que hoje eh melhor que ontem. Por isso, lembre-se que as lagartas tem seu tempo certo de permanecerem neste estado. Desde ja, transforme-se em borboletas, que desconhecem seu rumo e embelezam os dias.

BEIJOS A TODOS... QUE TODOS ENCONTREM A BORBOLETA EM SI!

Sayô 

"Embriague-se de vinho, virtude ou poesia..."
Barao Vermelho.

Escrito por Sayô & Shara às 09h46
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21/07/2005


 

TEORIA DA CONSPIRACAO

De Milly Lacombe.

Tenho um amigo que se chama Teoria da Conspiração. O nome que consta da certidão de nascimento é Eduardo. Mas Teoria da Conspiração, ou mais popularmente TC, foi o que pegou. Para ele, tudo é conspiração. Algumas de suas idéias são estapafúrdias, como a que diz que a NASA não só tem provas de que extraterrestres já vieram nos visitar, mas que também mantém seres de outros planetas presos em suas instalações. Que Ets circulam entre nós, não resta a menor dúvida (ou então como explicar fenotipos como o de Severino Cavalcanti?), mas achar que a NASA tem um cárcere de marcianos, plutaneanos ou seja lá o que for já é demais.
Outras, entretanto, são intrigantes. TC, por exemplo, acha que nosso ativíssimo presidente da república, assim em minúscula mesmo, perdeu o dedinho da mão esquerda propositalmente; “apenas para parar de trabalhar e viver de seguridade social”.
“Para que serve o dedinho da mão esquerda? Pra quê”, pergunta ele insistentemente. “O cara, como ficou provado, odeia trabalhar. Não posso culpá-lo por isso, mas tenho todo o direito de achar que ele tascou o dedo na prensa apenas para se ver livre daquela rotina de labuta diária e ganhar uma graninha no mole todos os meses”. O curioso é que, mesmo achando isso, TC votou no companheiro a vida inteira. “Há que se admirar alguém que corta a própria carne”, justificava.
Nunca dei bola para essa teoria e sempre achei graça quando TC falava dela em rodas de bares e era linchado moralmente pelos amigos. “Cala a boca, TC. Você tá completamente maluco”. O fato é que nunca havia dado bola para essa teoria até ler a Veja da semana passada e constatar que a foto do homem dos dólares na cueca registra que ele também não tem o dedinho. No caso do homem dos dólares na cueca, o dedinho que falta é o da mão direita. Um pouco mais útil do que o da outra mão para a circunstância de ele ser destro. Mas sabe-se lá se ele é canhoto, o que só daria ainda mais cor à teoria de TC.
Horas depois de ter visto a imagem recebo uma ligação de TC: “Você viu a foto do cara da cueca na Veja? Viu que ele também não tinha o dedinho?”. E aí, completamente embestado verbalmente, TC começou a dizer que tinha feito uma rápida investigação e descoberto que é praticamente impossível perder o dedinho numa prensa. “Parece que você pode perder outros dedos, mas o dedinho é aquele que primeiro sai da máquina”, disse. “Escuta, na melhor da hipóteses, esse cara não foi capaz de operar uma prensa. Na pior, está nos enganando há muito mais tempo. Por que ninguém investigou isso ainda?”, bradou.
Faz alguma horas, TC baixou aqui em casa com a Veja desta semana nas mãos. Me pegou largada na sala lendo o jornal. “Diz se eu tô maluco ou se o João Paulo Cunha tem o dedinho da mão direita mutilado?”, e abriu a revista na página que tem a foto do ex presidente da câmara segurando uma bandeirinha do PT nas mãos. De fato, falta ali um pedaço de dedinho. “Quer saber? Acabo de criar uma outra teoria da conspiração”, fuzilou meu amigo. “Que se trata de uma seita, de uma maçonaria. A seita dos que cortam a própria carne. Mais especificamente, o dedinho”. TC acaba de sair daqui de casa, rindo de suas próprias idéias. Foi e me deixou com essa coluna.
Como o absurdo parece ter virado regra nesse país, já não duvido de mais nada. Aliás, diante dos fatos, o País das Maravilhas de Alice parece coisa mais real do que o nosso. Nas palavras de um outro amigo, só bebendo. Um brinde aos dedinhos da mão esquerda. E direita.

 

Beijinho da Sayo pra vcs.


Escrito por Sayô & Shara às 09h58
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20/07/2005


 

 

20/07/05

DIA DO AMIGO

 

 

Queria ter fotos de todos meus amigos...

Mais uma vez AMO VCS..OBRIGADA POR ME TOLERAREM kkkkkkkk

bjos ,Sayonara.

Escrito por Sayô & Shara às 11h59
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Quero ESTENDER esse MEU ABRACO a todos os meus AMIG@S reais e virtuais!

 

Amo cada um de vcs de uma maneira unica e especial!
Obrigada por existirem na minha vida !

Sayonara.

 

Nome: "Os tesouros da vida são as pessoas"
Autor: Desconheço o autor

Sua presença é um presente para o mundo.
Você é único e só há um igual a você.
Sua vida pode ser o que você quer que ela seja.
Viva os dias, apenas um de cada vez.
Conte suas bênçãos, não os seus problemas.
Você os superará, venha o que vier.
Dentro de você há muitas respostas.
Compreenda, tenha coragem, seja forte.
Não coloque limites em si mesmo.
Muitos sonhos estão esperando para serem realizados.
As decisões são muito importantes para serem deixadas ao acaso.
Alcance o seu máximo, seu melhor, seu prêmio.
Não leve as coisas tão a sério.
Viva um dia de serenidade e não de arrependimento.
Lembre-se que um pouco de amor dura muito.
Dura para sempre! Lembre-se que a amizade é um investimento sábio.
Os tesouros da vida são as pessoas.
Perceba que nunca é tarde demais.
Faça as coisas simples de uma forma simples.
Tenha saúde.
Viva melhor.
Faça como os passarinhos.
Comece o dia cantando. A música é o alimento para o espírito.
Cante qualquer coisa, cante desafinado, mas cante!
Cantar dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem por oferecer.
Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música e deixe-se absorver por ela.
Ria da vida. Ria dos problemas. Ria de você mesmo.
Ria das coisas boas que lhe acontecem.
Ria das besteiras que fez. Ria abertamente para que todos possam se contagiar com a sua alegria.
Não se deixe abater pelos problemas.
Se você se convencer de que está bem, vai acabar acreditando e se sentindo bem.
O bom humor, assim como o mau humor, é contagiante.
Qual deles você escolhe?
Leia coisas positivas. Leia bons livros, poesias, pois a poesia é a arte de aceitar a alma.
Pratique algum esporte.
O peso da cabeça é muito grande e tem que ser contrabalançado com alguma coisa.
Você certamente vai se sentir bem disposto, mais animado e mais jovem.
Encare suas obrigações com satisfação.
É maravilhoso quando se gosta do que faz.
Ponha amor em tudo o que estiver ao seu alcance.
Quando for fazer alguma coisa, mergulhe de cabeça.
Não viva emoções mornas, próprias de pessoas mornas.
Não deixe as oportunidades que a vida oferece. Elas não voltam.
Nenhuma barreira é intransponível se você estiver disposto a lutar.
Não deixe que os problemas acumulem. Resolva-os logo!
Fale. Converse. Escute. Brigue.
O que mata é o silêncio e o rancor.
Exteriorize tudo, deixe que as pessoas saibam que você as estima, as ama, precisa delas, principalmente em família.

Amar não é vergonha!!

 

Todo o meu amor pros meus amigos, pq EU tenho AMIG@S TAH MEU BEM?

Beijokonas,Sayonara.



Escrito por Sayô & Shara às 11h10
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DIA DA AMIZADE

Hoje, quero falar sobre a Amizade e também continuar o que Sayo brilhantemente já começou ontem com o texto Claras Amizades Claras.

Celebração da Amizade/2

Galeano

Juan Gelman me contou que uma senhora brigou a guarda-chuvadas, numa avenida de Paris, contra uma brigada inteira de funcionários municipais. Os funcionários estavam caçando pombos quando ela emergiu de um incrível Ford bigode, um carro de museu, daqueles que funcionavam à manivela; e brandindo seu guarda-chuva, lançou-se ao ataque.

Agitando os braços abriu caminho, e seu guarda-chuva justiceiro arrebentou as redes onde os pombos tinham sido aprisionados. Então, enquanto os pombos fugiam em alvoroço branco, a senhora avançou a guarda-chuvadas contra os funcionários.

Os funcionários só atinaram em se proteger, como puderam, com os braços, e balbuciavam protestos que ela não ouvia: mais respeito, minha senhora, faça-me o favor, estamos trabalhando, são ordens superiores, senhora, por que não vai bater no prefeito?, senhora, que bicho picou a senhora?, esta mulher endoidou...

Quando a indignada senhora cansou o braço, e apoiou-se numa parede para toma fôlego, os funcionários exigiram uma explicação.

Depois de um longo silencio, ela disse?

        Meu filho, morreu.

Os funcionários disseram que lamentavam muito, mas que eles não tinham culpa. Também disseram que naquela manhä tinham muito o que fazer, a senhora compreende...

        Meu filho morreu – repetiu ela.

E os funcionários: sim, claro, mas que eles estavam ganhando a vida, que existem milhões de pombos soltos por Paris, que os pombos são a ruína desta cidade...

        Cretinos – fulminou a senhora.

E longe dos  funcionários, longe de tudo, disse:

        Meu filho morreu e se transformou em pombo.

Os funcionários calaram e ficaram pensando um tempão. Finalmente, apontando os pombos que andavam pelos céus e telhados e calçadas, propuseram:

        Senhora: por que não leva seu filho embora e deixa a gente trabalhar?

Ela ajeitou o chapéu preto:

        Ah!, não! De jeito nenhum!

Olhou através dos funcionários, como se fossem de vidro, e disse muito serena?

        Eu não sei qual dos pombos é meu filho. E se soubesse, também não ia levá-lo embora. Que direito tenho eu de separá-lo de seu amigos?

Feliz dia da Amizade para tod@s!

Escrito por Sayô & Shara às 10h35
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"Estou voltando pra casa outra vez..." Em primeiro lugar, quero agradecer pelo carinho recebido nas inúmeras palavras de vocês, realmente é difícil adoecer, porque às vezes, muitas vezes dói muito.  Por isso é tao importante, nessas horas receber o cuidar de mäos amigos. Obrigada! Shara

Escrito por Sayô & Shara às 10h31
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19/07/2005


 

CLARAS AMIZADES CLARAS

Amizades são a união de amores, o saudosismo a bons momentos, alegria de poder chorar a felicidade no ombro amigo e receber lágrimas como a melhor manifestação do amor recíproco. É ter medo e coragem ao mesmo tempo, porque ainda que a separação seja inevitável ela é apenas momentânea, e mesmo que as mãos não se alcancem o amor amigo sempre habita no pensamento.
Diga ao outro o quanto você o ama. Diga também que não o entende às vezes, ou o quanto ele fica irritante com aquela brincadeira de sempre. Fale sobre o que você sente, e o que gostaria de sentir. retire todos os obstáculos que impedem que o amor verdadeiro se manifeste. Limpe sua amizade. Não deixe nada nas entrelinhas. Diga tudo o que pensa sobre seu amigo, porque só assim a amizade será verdadeiramente pura. A confiança será absoluta, pois agora ambos se vêem como um reflexo do outro, límpido e real. E o amor ficará mais forte do que nunca, e seu amigo se tornará uma fortaleza onde você poderá contar sempre como abrigo e proteção. Não desperdice uma oportunidade sequer de ser verdadeiro. E quando ouvir dele umas boas verdades seja humilde para reconhecer a sua coragem em arriscar a amizade para alertá-lo e abrir-lhe os olhos. Seu amigo quer sempre seu bem, mesmo com um tom de voz ríspido ou gestos impacientes. Acredite!
Seja condescendente. Abrace e aceite o outro como ele é. Faça da sua amizade uma amizade clara, e verá que ambos saberão lidar melhor com as diferenças. Restará muito mais tempo para viverem juntos a alegria de serem queridos.
 
Bom Dia luzes do meu Dia...trouxe esse texto de uma das minhas viagens por esses inumeros blogs espalhados por esse mundo de meu Deus...espero q vcs tenham gostado tanto qto eu...
 
Um monte de beijo meu soh pra vcs,Sayonara  

Escrito por Sayô & Shara às 12h18
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18/07/2005


 

 

Um papo super gostoso e saudoso encerrou a minha manha e recebi essas duas musicas ...dois reggaezinhos!Super bacana do KRRANKA (Banda daqui de Teresina)

 

Amo vc,viu rapaz? E sei q nada eh por acaso ... beijo gde,Sayozinha (como vc me chama).

 

 

INVERSO

 

Me da vontade de te ver ate de longe

Ser o inverso teu

De Andar mil léguas e voar por um instante

Ser água de beber

Evaporar e virar céu

Bonito pra chover

Molhando duvidas e inundar o teu olhar

Pro medo dissolver

No céu da boca

 

DAQUI PRA FRENTE

 

Daqui pra frente

Vou fugir da escuridão

As luzes se acendem dentro do meu coração

Mas de repente me vem a vontade de te ver

Nada q apareça em minha frente me separa de vc

Nem dor de dente

Nem chuva caindo torrencialmente

Nem coisa nem gente

Nada q apareca em minha frente me separa de vc

 

Escrito por Sayô & Shara às 12h29
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Como os Girassóis

Quando o meu filho do meio fez um aninho, tiramos uma foto dele ao lado de um lindo girassol que nascera no jardim da casa de mamãe. A foto ficou linda claro..rs
Vc já observou que o girassol escolhe sempre estar virado para o sol?
Você já reparou como é fácil ficar desanimadas(os)?
"Estou desanimado porque está chovendo, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exatamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que quero não me quer, porque... porque..."
É claro que tem hora que a gente não está bem.
Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o lado bom da vida.
Na natureza, nós temos uma antena que é assim. O girassol.
O girassol se volta para onde o sol estiver. Mesmo que o sol esteja
escondido atrás de uma nuvem.
Nós temos de ser assim, aprender a realçar o que de bom recebemos.
Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em
grandes acontecimentos.
Temos de treinar para sermos girassol, que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.
Por que só nos preparamos para as viagens, e não para a vida, que é uma viagem?
Apreciar o amor profundo que alguém em um determinado momento dirige a você.
Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta.
Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante, reanimadora. Apreciar a festividade, a alegria, a risada.
E quando estivermos voltando a ficar mal humorados, tristonhos, desanimados, revoltados.
Que possamos nos lembrar novamente de sermos girassóis.
Selecione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de bonito e bom que haja nele e retenha isto dentro de você.
Este será o seu segredo de vitalidade!
Um dia aquecido pelo Sol da Justiça!

Ucha to feliz demais por vc viu?

Bloguei hj pensando em vc...to na torcida....beijos e uma linda semana pra todos nos...

Sayonara.

Escrito por Sayô & Shara às 09h34
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15/07/2005


 

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PARA SER CRIANÇA

NOSSA COLUNISTA LEMBRA O DIA EM QUE PERCEBEU QUE SER GENTE GRANDE NÃO ERA BOM NEGÓCIO

Não vou saber dizer dia nem ano, mas da cena me lembro bem. Tão bem que parece que foi ontem. Como fazíamos sempre, minhas irmãs e eu descemos para brincar. Ah, as maravilhas da metrópole: aulas à tarde, correria nas pedras do térreo antes do almoço. Enquanto a matriarca dava conta do café-da-manhã de meu pai, que se aprontava para ir trabalhar, Adriana, Nininha e eu, a mais velha, tínhamos autorização para entrar no elevador, ficar na ponta dos pés, apertar a letra T e, sem ultrapassar as grades do edifício, que nos protegiam e ao mesmo tempo nos impediam do mundo lá fora, correr a fartar. E era precisamente o que fazíamos. Nada mais excitante do que o pega-pega e o esconde-esconde matinais na companhia dos filhos do zelador. Mas, nesse dia específico, uma cena iria me fazer, para sempre, ver a vida de maneira diferente.


Enquanto procurava o melhor esconderijo, vi meu pai saindo do elevador. Alguma coisa em sua feição me chamou a atenção. Hoje entendo que aquela era a expressão de um homem preocupado, mas naquela época, para alguém com menos de oito outonos, não havia a chance para esse tipo de interpretação.


E vinha ele andando em câmera lenta, olhar perdido, maleta na mão. Lembro nitidamente que usava um terno bege (nunca gostei de vê-lo de bege) e que, quando nos viu, sorriu. Mas não convenceu. Então entendi tudo: ser adulto não era bom negócio. Que graça tinha acordar todos os dias se não se podia mais brincar no térreo? E a expressão de meu pai fez todo o sentido do mundo.


Passou por cada uma de nós, deu um beijo na cabeça e desceu as escadas que o levariam para o mundo desprotegido. Corri até a grade da portaria a tempo de vê-lo caminhar pela rua (meu pai nunca dirigiu) e continuei a me sentir triste, um tipo de tristeza da qual eu não tinha ainda registro na memória. Que diversão poderia haver na vida daquele homem se sua rotina era sair de casa, trabalhar o dia inteiro, voltar, tomar banho, jantar e dormir? Fiquei chateada por ele, pelo tédio que sua vida devia ser e porque a mim só restava crescer.


Hoje entendo que aqueles 15 segundos de minha infância aconteceram em uma espécie de limbo existencial, uma dimensão que ocorre quando perdemos a capacidade de enxergar a vida com a lente mais fundamental e poderosa de todas: a do amor. Que a sensação estranha que experimentei foi causada porque, naquele curto espaço de tempo, entendi que existe uma extensão cósmica que não é nem a da inocente excitação infantil, nem a da capacidade que adultos têm de se apaixonar por ideais, por amigos, pela família, por sonhos.


Volta e meia, quando saio de casa para ir trabalhar, me lembro daquela sensação quase palpável – de como poderia ser a vida sem amor. E então beijo Roberta, minha companheira, e Rodolfo, nosso cão, com a certeza de que meu pai, se não tivesse tido mais nada na vida, ainda assim teria a cada um de nós. E que, por 34 anos, ele foi feliz, se não por outra coisa qualquer, porque, noite após noite, voltou para casa.


*A carioca Milly Lacombe, 37 anos, é jornalista

 

Beijos e Bom Final de Semana! Sayonara

Escrito por Sayô & Shara às 09h21
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13/07/2005


 

Parada obrigatória(Ailin Aleixo)

Às vezes a distância é a melhor coisa que pode acontecer

Na guerra ou na vida, períodos de recuo são essenciais em qualquer boa estratégia. Ou simplesmente acontecem, atropelando nossa vontade-mesmo assim, continuam sendo estarrecedoramente úteis (depois de passada a raiva por termos sidos detidos na marcha, claro). Eles nos forçam a enxergar a situação sob outro prisma, com mais frieza e, por isso mesmo, de forma mais acertada e isenta dos erros de julgamento que a intensidade e a bile nos levam a cometer (o significado do ditado chinês "o lugar mais escuro é sempre debaixo da lâmpada" tornou-se, de repente, tão claro para mim como areia em dia de sol).

O grande barato de, vez por outra, nos distanciarmos do que é nos importa é sentir o que esse redimensionamento nos causa. E seja ele qual for, a retomada nunca é insípida: ou nos faz enxergar a placa de "rua sem saída" que teimávamos em não ver ou, feito polimento em prata, devolve o brilho ao que o tempo havia enegrecido. Talvez por isso alguns casais só se entendam depois de uma separação: a dor, a sensação de ficar sem centro gravitacional, não ter mais ali ao lado quem se ama, pode provocar verdadeiros milagres na dinâmica de uma vida em comum (e na vida solo). Mas não podemos contar com milagres, precisamos da razão. O problema é que nossa suposta sapiência tende a sub-avaliar o que se tem ou (talvez seja pior), exagerar na importância e, se quisermos ser felizes, é inútil proclamar independência emocional ou tornar-se escravo das paixões. Qualquer extremismo nos isola-e, curiosamente, é só dando um pequeno mergulho na solidão que compreendemos o valor do que nos rodeia e mora dentro de nós.

Tente um Monet

Depois de sofrer feito o cão por encarar tudo na base do oito ou oitenta, fiz um pacto comigo mesma: jamais levaria coisa alguma a ferro e fogo porque nada importa tanto. Absolutamente nada é imprescindível. Nem ninguém. Esse não é um discurso de auto-suficiência, pelo contrário, é uma reflexão de alguém que aprendeu na porrada (ou melhor, no choro) que só relativizando, tornando a existência e o coração mais leves, é que se pode ser feliz e, então, ser feliz com alguém. Pare de arrastar correntes, levar tudo tão a sério: a única coisa que você vai conseguir é uma úlcera. Cuide de quem ama mas não faça disso o objetivo da sua vida porque ficará, inevitavelmente, frustrado quando não tiver deles o que deu pra eles. Ou não tiver deles o que você ACHA que eles deveriam devolver. E será bem feito: você fez o que quis, porque quis, então não venha reclamar o troféu. Não existe prêmio para quem doa amor. Por isso, distanciar-se deveria ser uma tarefa cotidiana: evitaria que fôssemos sugados pelo redemoinho que sempre começa logo ali nos nossos pés, mas estamos ocupados demais pra ver. Evitaria que exercêssemos de forma tão eficaz, e perigosamente despercebida, nossos piores defeitos.

Quando algo começar a te enlouquecer, enfernizar ou surtar, use a técnica dos grandes admiradores de arte: recue diante da tela, mude de ângulo em relação a ela, observe as cores, os traços e os detalhes que, na correria, sempre passam despercebidos. Então notará que ela é muito mais do que aquele ponto preto que ficava, insistente, diante dos seus olhos.

Ser feliz, no final das contas, não é questão de sorte ou azar. É questão de perspectiva.

Beijokonas,Sayo

Escrito por Sayô & Shara às 11h21
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11/07/2005


 

 

 

 

Amar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada,
Que seja minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...pra me encontrar...

Florblela Espanca

 

Uma Boa Semana ! Beijos,Sayonara.

Escrito por Sayô & Shara às 09h26
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08/07/2005


 

 

Recebi ainda pouco (como ele mesmo as decifrou) essas sábias palavras....Dai resolvi compartilhar com vcs.

Mais beijos,Sayonara.

Estreia


Começo hoje uma nova etapa de vida.
Vou esquecer as impossibilidades
e cuidar das realidades.
Não mais buscarei a pele lisa que
tinha há vinte anos atrás.
Meu corpo "curvilíneo", é como sempre foi, acrescido de celulites da vida,
da minha jornada.
Não ficarei pensando e passeando
de mãos bobas pelo passado,
idealizando o que deveria ter feito,
achando que minha existência foi miserável.
Não perdi meus sonhos,
apenas recuperei minha auto-estima.
Se me querem como eu sou , bacana!
Senão, fazer o quê?!
Não existe terceira idade, acho que existe terceiro momento de vida.
O primeiro é a descoberta,
o segundo é a busca do sucesso ,da aceitação,
o terceiro, esse bendito terceiro,
é para viver, é apenas pra ser.
Administrar a solidão sem ficar imaginando os porquês.
Não quero ter "um chinelo velho para um pé doente", pois não tenho nada no
pé,
talvez apenas chulé.
E se "correr o bicho pega e se ficar o bicho come".
Pega e come , se eu quiser!
Sexta-feira é uma droga,
Vou parar de fingir que fim de semana é o máximo.
Digressiono, digressiono.
Acabo com as teses, viverei com as possibilidades.
Serei imediatista no que realmente quero e darei tchau ao que não posso
ter ou ser.
Nunca serei capa de cd.
E para quem me ama, me dou com muito prazer.

Rosa Pena

Escrito por Sayô & Shara às 10h25
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Encerrando a semana com uma cronica ,....hunnn,.....um pouco de humor.. 

Beijunda thumbsupsmileyanim.gif  Sayo

Assuntos delicados de uma moça nem tanto -Clarah Averbuck-

Tanto me estressaram que minhas hemorróidas voltaram. Grotesco. Você já teve hemorróidas? Eu achava que era doença de velho, até que um dia meu cu doeu muito enquanto eu ia aos pés e eu vi sangue. Uma pomadinha e ficava tudo bem, passava em uma semaninha, mas dessa vez era diferente, só porque eu estava extremamente estressada tinha que ser pior. Eu estava praticamente menstruando pelo cu. De verdade. Nunca saiu tanto sangue, nunca houve tanto sofrimento involuntário em um cu como no meu naquele momento. Não conseguia nem sentar direito, tive que suprimir a pimenta com um grande sacrifício, tinha que enfiar a veia com o bico da pomada de volta lá pra dentro, tinha que mastigar bem. Resolvi comprar uma tampa de privada fofa, eu merecia. Era um dia muito, muito quente, eu tive que sair de casa para fazer alguma coisa importante que era bem menos importante do que a tampa fofa de privada.

Não sei o que acontece com os vendedores, mas, quanto mais constrangedora é a sua compra, mais eles se metem, e mais alto, como se estivessem descaradamente tirando uma da nossa cara. Da minha, da minha. Isso não deve acontecer com todo mundo. Quando eu ia comprar a pomada sempre evitava a farmácia ao lado da minha casa, que é bizarrona e tem caixas de som tocando coisas inomináveis, você indo ali comprar um obzinho e as vendendoras "rá, seu cabelo precisa ser pintado! Veja nossa promoção de tintas, yadayada". Uma vez eu fiquei com herpes nos lábios de baixo (stress de novo, o stress sempre ataca minhas partes baixas) e, quando pedi a pomada, o senhor, que eu imagino ser o dono da farmácia e idealizador de toda aquela idéia errada, perguntou, olhando na minha cara:

– "É no lábio?"

– "É."

– "Cadê? Não tô vendo"

– "...?"

– "Cadê a herpes?"

– "Não é em cima, meu senhor..."

Ele arregalou os olhos e disse BEM ALTO, para que TODOS que estivessem na farmácia escutassem:

– "MAS FILHA, VOCÊ SABE QUE NÃO PODE FAZER SEXO COM ISSO AÍ, NÉ?"

Fiquei meio catatônica, devo ter gaguejado um claro que sei, peguei a pomada e me mandei. Agora só volto ali em questões emergenciais. Não adiantou, passei pela mesma coisa em outro lugar. Eu devo ter cara de pessoa receptiva, deve ser isso. Cheguei na outra farmácia e pedi uma determinada pomada para hemorróidas.

– "Essa não é muito boa... Qual o grau?"

Grau. Ele queria saber o grau da veia estourada no meu cu.

– "Não sei."

– "Dói?"

– "Terrivelmente."

– "Sangra?"

– "Litros."

– "A veia está para fora?"

– "Então, me dá uma pomada aí. Qualquer uma. Estou com pressa."

A que ele me indicou realmente era melhor, mas, poxa, era do meu cu que estávamos falando ali, sabe? Não gosto de discutir coisas íntimas como meus relacionamentos e meu cu com estranhos.

Tudo isso pra contar que eu cheguei na loja de tampas de privada bem quietinha, escolhi o assento mais fofo de todos, me dirigi ao caixa e esperei. Veio um velhinho beeem velhinho.

– "Ô fia! Só isso mesmo?"

– "É."

– "Tem outra mais fofa ali, cê viu? Tião, traz aquela ali aqui pra moça ver!"

Tião e todos os tios que estavam ali viraram para ver quem era a moça, que inclusive era a única moça do lugar. E lá veio o Tião com mais três assentos, todos fofos e de cores pastéis. Eu já disse, sou pela estética, meu banheiro é preto e branco, eu queria uma tampa preta, aquela tampa que eu tinha escolhido. Tentei explicar isso tudo depois que o tio já tinha me feito apertar todas elas, quando ele teve certeza que eu tinha certeza do que queria. Oh, Deus. E a preocupação dele era genuína, porque a que eu escolhi era a mais cara. Grande Tio. Paguei, tudo direitinho, até que o Tião me traz a tampa, meio sem graça.

– "Olha, dona, a gente num tem mais sacola não."

Suspirei, derrotada, vou fazer o que?, botei a tampa de privada debaixo do braço e saí no sol. É a vida. Todo mundo olhando o lugar onde eu em breve sentaria a bunda para descarregar necessidades, eu toda bonitinha andando com uma tampa de privada debaixo do braço e do sol. Caminhei até em casa olhando o chão e cantando alguma coisa baixinho, só pensando que eu tenho que aprender a não entrar em lojas de bairro. Grandes redes, grandes redes. Elas não servem pra nada quando se trata de discos e livros e cafés, mas, ah, as farmácias e as lojas que vendem tampas de privada, essas sim. Grandes redes. Onde cada um se mete com a sua própria vida e cuida do seu. Literalmente.

Escrito por Sayô & Shara às 09h32
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07/07/2005


Silêncio, Brasil!

 

O brasileiro gosta de falar. E fala. Sempre. Sem parar. Digo isso como brasileira representante da classe dos muito, muito falantes. Detesto começar textos pessoais pela infância, mas, exceção feita, demorei para começar a falar quando criança, após o quê não parei nunca mais. Procurei uma profissão que comportasse essa compulsão verbal (verbal não é oral, ok?) tornando-me radialista, entrevistadora, apresentadora de tv, garota-propaganda, palestrante.(Estou às ordens e dou desconto). Quando não sou eu que estou falando meus próprios textos estou escrevendo para que outros falem. Fiz programas diários ao vivo, ocasiões em que falei sem parar durante alguns anos. Até que percebi que o problema não era pessoal, mas nacional.


Todo mundo no Brasil gosta de falar muito em volume e intensidade. Entre num restaurante num país latino e num país europeu (ou asiático) e sinta a diferença em decibéis. Somos barulhentos. Não é julgamento, só fato, fazemos muito barulho o tempo todo. Falando. Já somos quase campeões em celulares. As pessoas falam o tempo todo ao celular, é impressionante. Não falam quando precisam, mas porquê precisam. A ansiedade de falar faz com que as pessoas peguem o celular e procurem primeiro alguém com quem falar para depois descobrir o que falar. Porque o assunto não importa, importa só estar falando com alguém.

 

O fato atinge todas as classes. Nas CPIs, os participantes querem discursar sem parar, pegam a palavra e não a devolvem mais, é impressionante. Hoje, antes do Marcos Valério começar a falar, as pessoas, agitadíssimas, queriam falar antes dele. Nem a vez dos outros a gente consegue respeitar. Falamos, inclusive, todos juntos.

 

Na Internet, os blogs crescem porque dão voz aos internautas, ainda que em forma de texto. Mas blog é fala sem áudio. Escrevemos o que estaríamos falando, assim como falar ao celular é quase como postar no ouvido do outro. Na TV, nem se fala, é quase um rádio televisado.

 

E por falarmos tanto, cada vez mais, cada vez mais alto, mais intensamente, começa a faltar assunto. Para suprir a demanda de tanta comunicação, deixamos de falar sobre assuntos para falarmos sobre pessoas. E agora, que já faltam até pessoas sobre as quais falarmos, falamos sobre o que as pessoas falam. Estamos presos, vagando perdidos, num labirinto de blá blá blás, de disse-me-disses, perdendo a capacidade de ouvir, de ler, de compreender, de absorver qualquer informação. A informação não entra mais, ou entra mal interpretada, torta, porque não consegue nadar contra o fluxo de palavras e pensamentos que sai da gente o tempo todo.

 

Por que falamos tanto? Que compulsão é essa? De onde vem tanta ansiedade?

Não tenho a resposta. Mas tenho a mais profunda certeza de que é urgente, meditarmos sobre este assunto. Sozinhos. De olhos fechados. E, sobretudo, calados. -Rosana Hermann-

                               

 

Oi amigos,Shara naum esta postando pq ta internada com dengue...mas daqui alguns dias ela estara por aqui novamente,...beijos.Sayonara.

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h46
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06/07/2005


 

Bom Dia...beijinhos pra todos vcs, Sayonara.

O malfadado homem -sabonete (Ailin Aleixo)

Nada mais insuportável do que gente que não diz o que sente. Ou que não sente e não diz. Tenho ganas de fazer engolir a faca de atravessado em quem demonstra tanta emoção quanto um sapo ornamental, sempre aquele sorrisinho indecifrável grudado na fuça. Amigo do peixe e camarada da isca. Sabonetão.

Não dá para confiar em quem se dá bem com todo mundo: parto da premissa de que quem é amigo da garotada não é verdadeiramente amigo de ninguém. Isso é só insegurança travestida de simpatia, uma baita necessidade de aceitação. Um tanto patético em se tratando de adultos, vamos convir. Da mesma forma, não boto nem um tiquinho de fé em homem que se dá fenomenalmente bem com suas exs--- é sinal de que não se envolveu efetivamente com nenhuma, de que é tão raso e auto-resguardado que sai dos relacionamentos como se tivesse saído do cabeleireiro: impecável. Pessoas assim acham mais importante continuar sendo gostados do que amar, se entregar, e correr os riscos que isso envolve. Inclusive o de ser odiado.

Por isso quase nada (a não ser ausência prolongada de orgasmos) é tão decepcionante, esfrangalha tanto os nervos de uma mulher, como dividir a vida com um sabonetão. Está além das fronteiras do frustrante dar atenção, deixar de dar atenção, brigar, fazer as pazes com sexo tântrico-espacial, comprar cueca vermelha, vestir a cueca vermelha e dançar axé pela sala e nada acontecer. Nenhum surto, nenhum grito, nenhum beijo, nenhum riso largo e sonoro. Tudo sempre é morno, tem explicação, está bom ou (se for o caso) pode ficar melhor, tem saída. Sempre aquele irritante, imbecil, pseudo-zen sorrisinho.

Confesso minha inaptidão para compreender esse cruzamento de estátua do Madame Tusseau com garoto propaganda de pasta de dente: gosto ou não, sem meio termo. Não existe esse troço de estado de suspensão amorosa, bem porque se fulano não faz diferença na minha vida está automaticamente fora dela. Daí me deparo com pessoas para as quais as outras são como queijo ralado em pratos gratinados: se tiver, Oba! Que delícia; se não tiver, não faz a menor falta e não entendo lhufas. Se é pra não se molhar, pra que raios entrar na água?

Passionalidade é o que difere as relações humanas do cruzamento das minhocas, do namoro das iguanas. Quem passa pelo outro sem se intoxicar dele deixou de viver para se preservar (ô coisa besta), e vai ganhar o quê com isso? Histórias recheadas de momentos maravilhosos? Lembranças divertidas? Cicatrizes mentais e, em casos de exagero na dose, reais? Não, só vai perder: perder o próprio tempo e o do outro, privá-lo de viver com 100% da capacidade. Paixão de verdade, daquelas que vale a pena e o gozo, deixa vestígios. Qualquer coisa vivida por inteiro deixa vestígios: boa comida só é preparada sujando panela, quadros só viram obras-primas depois de muita tinta ter encardido as mãos do artista.

Amar, pra mim, é como comer manga: o prazer é diretamente proporcional à lambança e ao tempo que se demora pra tirar os fiapos. E daí se mancha? Tudo na vida tem seu preço. E algumas coisas valem cada centavo.

Escrito por Sayô & Shara às 09h00
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05/07/2005


 

HOMENAGEM A MINHA AMIGA JU

 

"As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros. Elas são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sempre dão por certo que o amor é parte de tudo.

As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de se doar aos outros, e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos. Elas não têm medo de serem vulneráveis; elas acreditam que são únicas e têm orgulho em ser quem são.

As pessoas especiais são aquelas que se permitem os prazeres de estar próximo aos outros e importar-se com a felicidade deles.Elas vieram para entender que o amor é o que faz a diferença na vida.

As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida bela."
De: Mário Boaventura

E vc JUJUBA faz parte desse grupo de PESSOAS ESPECIAIS.

FELIZ ANIVERSARIO!!!

TE AMAMOS MUITO!

Beijos meus e de todos lah de casa...Sayo.

 

Escrito por Sayô & Shara às 12h19
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02/07/2005


 

Pessoal e intransferível

O passado é sagrado.

 

Não importa quantos erros, descompassos, projetos preteridos, corpos suados em nossa cama tenham acontecido. Não importa se ele foi triste, monótomo ou irrealmente agitado. Não importa o montante de dinheiro ganho e gasto inutilmente. Quando se ama alguém, inclusive a si mesmo, e se aceita outra pessoa fazendo parte do seu cotidiano e escrevendo a quatro mãos o diário imaginário da vida, aceita-se também a história pregressa, tudo o que não presenciamos, de que temos ciúmes ou raiva. Tudo que é alheio a nós.

 

O passado, em cada ínfimo detalhe, é o responsável por quem somos hoje--- e se existe amor nesse instante é porque esse alguém trilhou por cada passo sórdido ou sem importância de sua biografia. É porque esse alguém existe e já existia antes de entrar em sua vida. Antes de você entrar na vida dela—-- e como é duro admitir, no alto Vôo de nosso egocentrismo, que somos preteríveis, substituíveis. Que a primavera não vai atrasar nem o céu desabar no momento do nosso distanciamento.

 

É difícil lidar com o passado de quem amamos porque é então que enxergamos com crueza a relatividade de nossa importância, notamos que o amor hoje dedicado a nós já pertenceu a outros.

 

O passado é sagrado e deve ser tratado com respeito e com um distanciamento cordial para não cairmos no poço fundo da nostalgia.

 

O passado é a única coisa que realmente nos pertence.(Ailin Aleixo)

 

Beijos,Sayo.

Escrito por Sayô & Shara às 11h03
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01/07/2005


 

 

Encerro a semana com um texto q serve pra reflexao:

O que é ser deficiente ?


Ser deficiente não é não ter uma perna. Não é viver numa cadeira de roda, não é andar devagar, nem é falar enrolado. Esses seres, embora poucos percebam, são seres por demais especiais, feitos por Deus segundo os códigos sublimes , basta olhemos para dentro dessas criaturas e, sem qualquer sacrifício, descobriremos se tratar de almas muito grandes, que parecem conhecer vida melhor, já que vêem de ângulos inusitados para a maioria. Mas- oh ironia- é grande o número de pessoas que se dizem “normais” e insistem em olhar para eles com uma lamentável e ferina pontinha de incompreensão, vestida de piedade, pena ou preconceito, como a dizer que em si reina o sentido e superioridade. Como pessoas com limitações físicas, sem qualquer eiva de mágoa gostaria muito de saber onde elas se sentem superiores. Será que decorre apenas do fato de poderem andar mais rápido, de “saírem mais”, de poderem fazer mais coisas sozinhas? Tornará isso alguém superior a outrem? Não posso e nem quero aceitar que essas pessoas sintam-se superiores, pois só delas pensar dessa forma já é um grande defeito, capaz de romper o dique dessa vã superioridade. Ás vezes temos pessoas a nossa volta que acham que somos incapazes, e coitadinhos e, mesmo sem assim pretenderem, terminam nos prejudicam. Suas atitudes protecionistas, ainda que movidas por amor, findam por nos atrapalham o desenvolvimento já que nos privam de coisa que inevitavelmente teríamos possibilidade e condições de realizar, realizando-nos. Se essas pessoas nos privarem da vida, isolando-nos da atitudes de preconceito, do mundo em geral, como irá ser quando precisarmos enfrentar o mundo real, as pessoas como são, a vida em suas várias facetas?
Existem também pessoas que simplesmente não acreditam em nós, achando que nunca ninguém irá gostar de nós de verdade. Acham que todas pessoas que se aproximam de nós ou querem aproveitar de nós ou trazem maldades no coração. E todo nós sabemos que não é assim. Existem pessoas que gostam de verdade da gente, pessoas que não ficam olhando nossos “defeitos” de soslaio ou com falsas piedade, são pessoas que quando conversam conosco, vendo-nos nos olhos, dizendo, por gestos e palavras, que estão ali por prazer, não só para nos agradar... Mas, infelizmente, são poucas essas pessoas. Por isso que elas são tão valiosas e valem muito. Minha grande dificuldade é lidar com a necessidade de algumas pessoas que vivem buscando o perfeito físico, anatômico, da aparência apenas, deixando no esquecimento ou no arrebol dos escaninhos da alma a essência verdadeira das criaturas, inclusive si mesmo. Toda a perfeição a ser buscada deve ser a do coração, pois quanto ao resto a gente vai superando com o tempo. O importante não é o corpo, e sim a alma!!! E antes de ter este corpo que eu amo, eu sou a alma que o habita. Será isso visível um dia?
Eliza Desidério César Bento Campinas, 30 de janeiro de 2003 (teve paralisia cerebral ao nascer e hj tem 16 anos)

Bom Final de Semana e pra quem for pro PIAUI POP - A gente se encontra lah.... beijos,Sayozinha.

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h57
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Artes (com) trastes e traquinagens

Nós, Sayonara e Shara, resolvemos criar um blog que fale mais da vida, das relações entre as pessoas,das questões que envolvem o nosso mundo,especialmente sobre a poesia,a música, a dança...
Queremos falar das coisas cotidianas, das nossas coisas, não para falar do mundo privado pelo mundo privado, como no Big Brother Brasil, mas para falar das coisas que façam as pessoas olharem para o mundo externo, aquele que nos provoca, nos faz pensar e nos mobiliza a olhar para nós mesmos.
A arte com singularidade nos possibilita isso, sair de si e entrar no universo de múltiplos e intensos contrastes dos outros. Assim, a proposta é que 'trastes' de todo tipo invadam o nosso blog e proliferem as traquinagens que fertilizam os nossos corpos alegres, dançantes, embriagados.
Artes (com) trastes e traquinagens espera ser um agradável cantinho,para os chegados, os estranhos,os nômades e os trastes de todo tipo ou ideais.

Sejam Bem Vindos!


Sayô & Shara



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"Poema é lugar onde a gente pode afirmar que o delírio é uma sensatez."
(Manoel de Barros)


"Pelos meus textos sou mudado mais do que pelo meu existir."
(Manoel de Barros)


"Sabedoria pode ser que seja ser mais estudado em gente do que em livros."
(Manoel de Barros)


"Quem se encosta em ser concha é que pode saber das origens do som."
(Manoel de Barros)


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