Artes (com) trastes e traquinagens


30/06/2005


 

Bom Dia.....pra vcs uma cronica da Milly Lacombe, beijos,Sayo.

 

Eu não estou nem aí

Por Milly Lacombe

Eu não estou nem aí para a biografia do Lula. Que se dane o fato de ele ter nascido entre o nada e o lugar nenhum, ter passado fome, ter vindo para São Paulo num pau de arara, ter perdido o dedinho da mão esquerda em acidente de trabalho, ter ajudado a fundar o Partido dos Trabalhadores, ter superado tudo isso para ser eleito presidente há dois anos. Não tô mesmo nem aí para que se preserve a imagem de herói desse homem. Porque, a bem da verdade, a chance de se tornar herói começou em 2002 e, até agora, tem ido latrina abaixo.
O que eu quero saber é quem vai se preocupar com a biografia dos Josés e Marias que vivem sem ter onde dormir e o que comer pelas ruas das capitais, dos Joãos e Anas que não tem oportunidade de estudar, trabalhar, ser alguém na vida e moram em locais tão inóspitos que nem água, nem luz elétrica os alcança.
Sério mesmo – que se dane a biografia do presidente. Quero mesmo é que parem de tratá-lo como se ele fosse café-com-leite. Afinal, se ele não sabia que o congresso estava “vendido” para seu partido, então é, definitivamente, um incompetente. Se sabia, não é quem imaginamos que era. É a típica situação ingrata para uma biografia que se pretendia imaculada.
Gostaria é de poder contar histórias de vida que realmente valessem alguma coisa. Como a de alguém que nasceu pobre, miserável, sem chance nesse país estranho e que chegou ao posto de líder de uma nação para acabar com a pobreza e a miséria. Conseguiu, ao custo de muito trabalho, diminuir o ridículo lucro dos bancos e distribuir riquezas. Fez escolas, universidades, deu saúde a quem precisava. Um cara que se cercou de especialistas, e não de partidários. Um sujeito que, sabendo de seus limites intelectuais, construiu um ministério de técnicos, os melhores em suas áreas, e não de companheiros de luta, amigos desempregados e perdedores. Um homem que nunca perdeu de vista sua origem e que, por isso mesmo, jamais se deixou seduzir pelo poder.
Mas talvez querer que esse sujeito exista seja querer mudar a essência humana, e isso eu não sei se é possível. Passo então a olhar em volta e a me perguntar quem de nós nunca ofereceu propina ao guarda que nos ameaça multar, quem nunca furou fila, quem nunca sonegou imposto, quem nunca se deixou encantar pela promoção a ponto de esquecer amigos sinceros, quem nunca achou que aquele morador de rua cuja presença tanto incomoda não é culpa única e exclusivamente nossa, de cada um de nós, de cada político corrupto, de cada presidente omisso? Chego então à incomoda pergunta: quem de nós recusaria uma mala de dinheiro no valor de 30 mil reais todos os meses se em contrapartida nos pedissem “apenas” para mudar de ideologia?
Quando cada um de nós entender que não somos assim tão diferentes dessa corja de corruptos e corruptores que nos comanda e a quem elegemos talvez estejamos prontos para começar a mudar.
Saber distinguir entre o certo e o errado não é assim tão difícil. Acreditar que podemos ser, cada um de nós, a mudança que gostaríamos de ver, também não. Basta apenas que comecemos a praticar. Basta apenas que deixemos de ser hipócritas e façamos valer nossa cartilha de valores. Todos os dias. E em qualquer circunstância.
Só assim poderemos construir biografias realmente imaculadas e histórias pessoais que de fato valham a pena ser contadas e perpetuadas.

Escrito por Sayô & Shara às 10h03
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29/06/2005


Escrito por Sayô & Shara às 09h37
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  FELICIDADE REALISTA

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser
magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos
conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente
apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes
inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você
pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um
parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente
quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que
saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de
criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o
estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.

Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não
se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la
e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca
inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
 
Sempre.... MARIO QUINTANA
 
 
       BEIJOS pra vcs, Sayozinha.

Escrito por Sayô & Shara às 09h20
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28/06/2005


 

E NÃO HÁ MELHOR  RESPOSTA  QUE O ESPETÁCULO DA VIDA

 foto:Frederico Mendes

28 DE  JUNHO: DIA INTERNACIONAL DO ORGULHO GAY E LÉSBICO

 

“Meninas brincam de boneca

Meninos jogam futebol

Moças lavam os pratos

Garotos pagam as contas

Mulheres cuidam de casa

     Quem inventou essa porra?”

                             Tárcio H. Teixeira

 

Eu sou a favor da vida! Por isso como diz sabiamente Afonso Romano de Sant’ana “Que se cuide o olhar alheio quando olho de corpo inteiro”. É preciso um olhar de corpo inteiro para ver e sentir a riqueza que germina cotidianamente ao nosso redor. Viva a diversidade e o orgulho de ser o que se é em todas as suas dimensões!

 

Diante disso, convido todos @s amig@s para compormos a grande cena da diversidade que estará

dia 01 de julho de 2005, às 15h, concentrada no teatro de Arena, na Praça da Bandeira,

para a IV PARADA DA DIVERSIDADE.

 

Um beijo em tod@s que ajudam a semear a vida sem tantos preconceitos,  Shara Jane.

 

 

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 06h54
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27/06/2005


 

Oie, mil desculpas pela desatualizacao do blog...

Vou postar hj uma cronica da Ailin Aleixo a qual eu curto muito...e falando nela vou colar palavras indignadas dela sobre uma cronica q andam dizendo q eh do Arnaldo Jabor,e a cronica eh dela,eis suas palavras:

"Anteontem, Ana Maria Braga leu, durante seu programa matutino, um texto intitulado "Só os idiotas são felizes". Adorou. Foi enviado por um telespectador, por email. O problema é que o referido texto foi creditado ao Arnaldo Jabor. CAZZO, ESSE TEXTO É MEU! É A SEGUNDA VEZ QUE, SEI LÁ PORQUE RAIOS, ATRIBUEM TEXTOS MEUS AO JABOR.

Então vamos acabar com essa palhaçada: aqui vai a crônica original, publicada na minha coluna na VIP em setembro de 2002."

Depois eu coloco pra vcs a cronica original,ok?

Gde beijo pra vcs e uma OTIMA SEMANA! Sayo.

O M&M Vermelho (Ailin Aleixo)

Tem gente à beça no mundo. Dessas bilhões, somente centenas (quando tanto) chamam nossa atenção ao longo da vida. Gostamos de dezenas. Nos importamos verdadeiramente com, vamos ver, uma dúzia no máximo. Amamos muito poucas, quando amamos.

A probabilidade de encontrar alguém que nos desperte esse sentimento é a mesma de encontrar o M&M vermelho em época de promoção: mínima, mas a esperança nos mantém abrindo pacotinhos. De vez em quando cansamos e nos conformamos com os azuis e os amarelos. Mas, no íntimo, pensamos em quão delicioso seria descobrir o vermelho. Em qual sensação provar o amor nos traria. Elucubramos, sonhamos acordados – mas a vida continua e não se pode viver de sonhos.

Eventualmente esquecemos o bem-fadado vermelhinho e sacamos que a felicidade está em se entregar à cor que se tem ou não se entregar a cor nenhuma (viver sozinho, para alguns, é um alento. Pra mim, um tormento). Desencanamos desse papo de amor: uns por acharem que o encontraram – ou por terem-no encontrado de verdade -, outros por acharem que não existe. E tem os desesperados, compulsivos por abrir pacotinhos (o que é, diga-se, um ótimo meio de ficar infeliz). Enfim: nos acostumamos com o que criamos para nós, afinal cada um escolhe a história que quer viver. E se o enredo não for dos melhores, não adianta culpar os atores – quem escolheu o elenco foi você. Quem escreveu as falas ridículas também. Transferir responsabilidade é muito feio, já te disseram isso?

Daí, no meio de uma atividade banal qualquer – andar pela calçada, passear com o cachorro, jantar fora – alguém nos oferece, despretensiosamente, um pacotinho de M&M. Aceitamos qual o problema? Nessa altura já nem nos lembramos do papo, outrora tão presente, sobre o vermelho: o assunto morreu por falta de água. Rasgamos o pacotinho e... O que é isso?! É ele. Com sua cor vibrante, sua magia. Não, não era sonho: ele existe e está, nesse instante, em suas mãos. E a promoção está em vigor. Não é o máximo?!

Então tudo o que desejamos pode se tornar realidade. A alegria de acordar com alguém e adorar observar seu rosto mesmo com marcas de travesseiro. A vontade de que o final de semana se anuncie logo e as horas juntos se multipliquem (sabe o sintoma mais evidente do fim de uma relação? Quando nos pegamos torcendo para a chegada da segunda-feira). A dor de estômago que se dá só de pensar em viver sem o sorriso acolhedor e as pequenas trapalhadas. Diante daquele vermelho, finalmente temos a certeza: tudo isso pode ser nosso.
É impossível não ficar bobo-alegre. A vida que levamos até então pode ter sido boa, mas nada comparada à descoberta do amor que sempre acreditamos existir. Mesmo quando fingimos não acreditar. Ficamos inebriados, e nesse atordoamento, prestamos atenção demais em nossos delírios e cometemos um erro gigante: paramos de prestar atenção no M&M vermelho. Sem querer. É como bicho de estimação: enchemos de mimos e cuidados nas primeiras semanas, mas, com o tempo, ele faz tão parte de nossa vida que não nos damos mais conta de sua real importância e diminuímos, sem notar, a atenção e o carinho. Descuidamos. E é aí que acontece: M&M cai no bueiro. Ou outra pessoa passa por nós e, como se nada fosse, o tira de nossas mãos. Quando notamos, o perdemos.

E como dói lembrarmos como era bom. Ou poderia ter sido.

Escrito por Sayô & Shara às 10h13
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25/06/2005


Termino o semestre no CEUT com sabor de "fruta madura" e doce. Meus alunos foram brilhantes nos desafios que solicitei  nesse período. Meu programa de disciplina se ampliou em milhões de estrelas brilhantes. Como amostra dos efeitos desse encontro, posto o poema de Mário Quintana enviado por Nerissa Lima que fez, com sua equipe, um belo trabalho sobre o preconceito contra o negro.

.

 

"Deficiente"
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de        outras pessoas
ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco"
é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego"
é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria.
E só tem olhos para seus míseros problemas
e pequenas dores.

 "Surdo"
 é aquele que não tem tempo
 de ouvir um desabafo de um amigo,
 ou o apelo de um irmão.
 Pois está sempre apressado para o trabalho
e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo"
 é aquele que não consegue falar o que sente
 e se esconde portrás da máscara da hipocrisia.

 "Paralítico"
 é quem não consegue andar
 na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

 

"Diabético"
é quem não consegue ser doce.

"Anão"
é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências
é ser miserável,
pois "Miseráveis"
são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

   Aproveitem bem o seu dia! Shara Jane.   

Escrito por Sayô & Shara às 19h59
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20/06/2005


 

Cenoura, Ovo ou Café ?????


Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam
tão difíceis para ela.
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema
estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha
dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.

Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de
café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele
estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as
cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma
tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou:
- "Querida, o que você está vendo?"
- "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e
depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.


Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.

Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- "O que isto significa, pai?"

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a
água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido
submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis sua casca fina havia protegido o líquido interior,
mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais
rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável depois que fora colocado na água
fervente, ele havia mudado a água.

Ele perguntou à filha:
"Qual deles é você, minha querida?

Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você
murcha, torna-se frágil e perde sua força?

Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que
depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca
parecer a mesma?


Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade
em algo melhor ainda do que ele próprio?"

Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe a nós - somente a
nós - decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento
profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.

Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra
positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade
e tenacidade suficientes para superar mais este desafio.

Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar
um café, você possa repassar essa história.

Navegando pelos inumeros blogs na net,encontrei esse texto,achei muito interessante e trouxe pra vcs!

Beijo gde e uma Otima Semana,Sayo.

Escrito por Sayô & Shara às 09h02
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17/06/2005


GOTAS DE ORVALHO: alimento para o corpo.

 

A linguagem é uma pele: esfrego a minha linguagem contra o outro. É como se tivesse palavras de dedos ou dedos na extremidade das minhas  palavras. A minha linguagem treme de desejo... Falar apaixonadamente é gastar sem termo, sem crise; é manter uma relação de orgasmo. Existe talvez uma forma literária para este coitus reservatus: é a afectação. (Roland Barthes).

 

Poeta é um ente que lambe as palavras e depois  se alucina. (Manoel de Barros).

 

Os verdadeiros versos não são para embalar

Mas para abalar. (Mário Quintana).

 

E falta sempre uma coisa,

Um copo, uma brisa, uma frase,

E a vida dói quanto

mais se goza,

quanto mais se inventa. ( Fernando  Pessoa).

 

... e para não tombar, para firmar-se sobre a terra,

continuar lutando,

deixa em meu coração

o vinho errante

e o pão implacável

da tua doçura. (Pablo Neruda).

 

Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhecem os amigos! Mas grande ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com a amizade. Por isso tenho  horror as grandes ocasiões.  Prefiro as quartas-feira. (Mário de Andrade).

 

Eu me transformo muito depressa. O meu hoje contradiz o meu ontem. Com freqüência salto degraus quando subo, coisa que os degraus não me perdoam. (Nietzsche).

 

 

 

                                Shara Jane.

Escrito por Sayô & Shara às 10h00
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12/06/2005


 

 

Imperfeito...estranho...inconstante...problemático...mas com uma vontade enorme de acertar...
Acredito, acima de tudo, no seu sentimento...que sempre é o meu maior alento.
Me afasto sempre pelos meus problemas e por não querer te contaminar com eles...egoísmo?
Mas o que são problemas perto do amor? Do desejo de amar? Do meu corpo pedindo seu carinho?
Que cada dia ao seu lado seja comemorado e que a verdade desse sentimento norteie os nossos momentos !!! (palavras de um amor proporcionado pela net e q so quem ja sentiu isso,pode compreender)
 
 

Escrito por Sayô & Shara às 12h04
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11/06/2005


 
Recebi de um amigo virtual muito querido que mora em Ribeirão Preto e quero dividir com vcs,beijos Sayô
 
O amor ....ah!!!  o  A  M  O  R....O amor sinônimo de felicidade. O amor, pedaço que nos completará. A cura para todos os males, o amor. Nem tudo é amor na vida, a vida sem amor é nada. Nem tudo é amor , porém o AMOR é tudo. Love is all. Um tal de São João, que não é o do mastro  e menos ainda da fogueira, falou : ""DEUS É AMOR"" E tempos depois um outro Santo, o Agostinho de Hipona lembrou-nos: ""Ama e faze o que quiseres"". O limite do amor é amar sem limites, escreveu o sábio caminhoneiro na traseira de seu posssante. Possamos escrever as excelências do Amor em nossos dia-a-dia buscando a verdade de coração sincero. Abraço forte, Talminha
 
 

Escrito por Sayô & Shara às 19h00
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 SÓ AS PANELINHAS DE BARRO QUEBRAM?

                                                        Shara Jane

 

Outro dia, em 2003, fiz um texto que falava das minhas lembranças de criança e de como isso se mistura com o corpo da Shara de hoje. Não há nada mais significativo, pois isso nos mostra que temos todas as idades do mundo e, às vezes, nem nos damos conta disso. Eu mudei um pouco o texto para ressaltar, no dia dos namorados, que todas as idades do mundo têm a ver essencialmente com o amor que temos pelo o outro e pela vida. Eis o pequeno texto. O que acham dele?

 

Hoje, deixei-me inundar por movimentos intensos de aguar... Meu corpo saiu de si e numa fluidez intensa se encheu de alegria, de umidade e de nostalgia! Lembrei-me de um tempo distante quando eu ainda era criança. Naquela época, todos os domingos, meu pai ia à feira de madrugadinha. Lá, existia uma “banqueira” que vendia brinquedinhos de barro – panelas, vasos, fogões, mesas – produzidos nos lugarejos próximos de Parnaíba, cidadezinha onde nasci. Esses brinquedos eram os meus favoritos, acho que porque duravam pouco e eram sempre difíceis de comprá-los, pois papai sempre se recusava a me acordar cedo para ir à feira. Então, eu sempre tinha que esperar o próximo domingo mas nunca desistia, insistia... porque a alegria era grande demais quando dava certo... Foi, desse modo, que panelinhas, fogões, mesinhas e vasos de barro povoaram a minha vida de criançar. É assim, também, que, ainda hoje, sinto que elas estão dentro de mim, na minha caixinha de coisas sagradas. Nela, já fiz tantas limpezas, mas os brinquedinhos de barro permanecem lá, teimam em ficar e sempre me despertam em sonhos. Ah, o meu meninar!

E amanhã, dia dos namorados? Pensei no amor e lembrei das minhas panelinhas de barro, e percebi o quanto amar é sagrado e pode se quebrar fácil. E como, atualmente, é difícil encontrá-lo por aí. Percebi, também, o quanto amar já estava presente no meu universo de meninar, e que hoje, já “grande”, ele permanece quando ainda pulo cercas, subo em árvores e piso descalça em suas folhas secas... Pois é, panelinhas de barro, criançar, amar... “É de ferro a roda dentada do meu amor!”.   

 

Feliz Dia dos namorados a todos que se enamoram pela vida e, em especial, aos meus amores Clarinha e Zeus!!!

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 16h30
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10/06/2005


 



"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança traquina brincando de esconde-esconde. Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos. A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.
E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos. Esta mensagem é um tributo ao tempo. Tanto àquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto àquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
Porque a vida é agora..."

 

Bom Final de Semana,FELIZ DIA DOS NAMORADOS e um abraco bem apertadinho pra vcs,Sayonara.



 

Escrito por Sayô & Shara às 10h18
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09/06/2005



 

Este mundo é mesmo um encanto e como traz intensos encontros. Vejam: Kika Mattos, de Belo Horizonte, abrilhantou os comentários com uma poesia de FLORBELA ESPANCA, penso que tal motivação se deu ao olhar  os olhos que adubam a alma e pela leitura do trecho de Clarice Lispector. Estou certa Kika? Segue a linda e densa poesia:

 

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras

Em que ri e cantei, em que era querida,

Parece-me que foi noutras esferas,

Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,

Que dantes tinha o rir das primaveras,

Esbate as linhas graves e severas

E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...

Toma a brandura plácida dum lago

O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,

Ninguém as vê brotar dentro da alma!

 Ninguém as vê cair dentro de mim!

 

Obrigada Kika.

Grande Beijo a todos, Shara Jane.

.

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 22h57
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05/06/2005


OLHOS QUE ADUBAM A ALMA

O QUE ME  TRANQUILIZA

É QUE TUDO O QUE EXISTE,

EXISTE COM UMA PRECISÃO ABSOLUTA. (Clarice Lispector)

 

PARA TODOS QUE, ASSIM COMO HERCILENE, OLHAM A VIDA COM ARTE - CURIANDO CADA PALMO DESSE CHÃO! PARABÉNS AMIGA, VOCÊ NÃO SABE O QUANTO ADMIRO VOCE!!! FOTO DE OTAVIO ALMEIDA PARA TI  HOMENAGEAR E PARA TODOS OS QUE COMO ELE CONSEGUEM TER OLHOS MISTURADOS COM O SANGUE E A TERRA. SHARA JANE.

 

Escrito por Sayô & Shara às 19h20
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                                                                                                                                                               Por do sol no Encontro dos Rios em Teresina-Pi

 

 

Desiderata
Autor desconhecido


"Siga tranqüilamente, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha boas relações com as pessoas. Fale a sua verdade mansa claramente e ouça os outros, mesmo os insensatos e ignorantes, pois eles têm também sua própria história. Evite as pessoas escandalosas e agressivas; elas afligem o nosso espírito. Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois sempre haverá alguém superior e alguém inferior a você. Mas você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores. Você merece estar aqui! E mesmo sem você perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino. Desfrute de suas realizações, bem como de seus planos. Mantenha-se interessado em sua carreira, ainda que humilde, pois ela é um ganho real na fortuna cambiante do tempo. Tenha cautela nos negócios, pois o mundo está cheio de astúcias; Mas não se torne um cético, porque a virtude sempre existirá. Muita gente luta por altos ideais, e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos, seja você mesmo. Principalmente não simule afeição, nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os arroubos inovadores da juventude. Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão; E, a despeito de uma disciplina mais rigorosa, Seja gentil para consigo mesmo. Portanto, esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba. E quaisquer que sejam os seus problemas, trabalhos e aspirações, na fatigante confusão da vida, mantenha-se em paz com sua alma. Apesar de todas as falsidades, fadigas e desencantos, o mundo ainda é bonito. Seja prudente! Faça tudo para ser feliz!"


Este texto foi encontrado numa antiga igreja por volta de 1650. Renato Russo se inspirou nele para escrever um dos maiores clássicos da Legião Urbana, a música Há tempos.

Beijos e uma excelente semana pra todos,Sayô

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h18
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01/06/2005



"Eu não juro nada
por coisa alguma, pois que todo caminho é incerteza.
A ordem se desarruma, a história se desajeita,
o arranjo troca de lado e vira a mesa.
Tampouco prometo.
Nesse jogo de regras e tratos, rolam os dados,
mudam os fatos, num ciclone célere, inclemente.
Só o que posso é me entregar completamente
a toda causa que me dedicar
a cada tempo que eu puder viver
a cada amor que me fizer amar"

(Autor desconhecido)

Só o que posso é me entregar completamente
a toda causa que me dedicar
a cada tempo que eu puder viver
a cada amor que me fizer amar....e eh assim q tenho vivido de 4 anos pra cah!

Bom Diaaaaaaaa!!!!!

Cheguei "troncha" de saudade do meu blog e de todos vcs q por aqui perambulam,rs....Fortaleza eh minha paixão e por falar em paixão, foi minha paixão, meu amor virtual q me presenteou hj essa gravura q postei acima , naum eh linda? Brigada amor!....

Beijos a todos vcs!! Shara minha mana, saudade de vc,vamos marcar pra conversar,preciso passar um POUCO da MUITA energia q recebi em Fortaleza!

Beijos,Sayô.

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h18
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Artes (com) trastes e traquinagens

Nós, Sayonara e Shara, resolvemos criar um blog que fale mais da vida, das relações entre as pessoas,das questões que envolvem o nosso mundo,especialmente sobre a poesia,a música, a dança...
Queremos falar das coisas cotidianas, das nossas coisas, não para falar do mundo privado pelo mundo privado, como no Big Brother Brasil, mas para falar das coisas que façam as pessoas olharem para o mundo externo, aquele que nos provoca, nos faz pensar e nos mobiliza a olhar para nós mesmos.
A arte com singularidade nos possibilita isso, sair de si e entrar no universo de múltiplos e intensos contrastes dos outros. Assim, a proposta é que 'trastes' de todo tipo invadam o nosso blog e proliferem as traquinagens que fertilizam os nossos corpos alegres, dançantes, embriagados.
Artes (com) trastes e traquinagens espera ser um agradável cantinho,para os chegados, os estranhos,os nômades e os trastes de todo tipo ou ideais.

Sejam Bem Vindos!


Sayô & Shara



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:: Jorge Vecilo :: Fácil de Entender ::



"Poema é lugar onde a gente pode afirmar que o delírio é uma sensatez."
(Manoel de Barros)


"Pelos meus textos sou mudado mais do que pelo meu existir."
(Manoel de Barros)


"Sabedoria pode ser que seja ser mais estudado em gente do que em livros."
(Manoel de Barros)


"Quem se encosta em ser concha é que pode saber das origens do som."
(Manoel de Barros)


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