PRECISAMOS DE OUTROS CORPOS? O QUE ACHAM DISSO?
O corpo é o lugar de todas as marcas, das sensações, das emoções, da razão, da intuição e de tantas outras dimensões. Nos tempos em que vivemos, depois de nos pormos de pé e olharmos o mundo apenas na vertical, perdemos a capacidade de rastejar pelo chão e de nos aproximarmos mais da terra e de seus sinais. Nesse sentido, sentir a água que escorre entre as rochas para ouvir seu coração pulsando tornou-se coisa difícil de fazer. Ao longo do tempo inventamos muitas couraças, muitas peles de peles como uma bailarina com suas inúmeras anáguas. Como dissolver esses significados prontos? Talvez re-aprendendo com a natureza que continuamente se desfaz e refaz num eterno retorno da diferença. Talvez voltando a sentir o buliço do universo, o pulsar das suas entranhas. Somos tão modernos tecnologicamente, entretanto não conseguimos decifrar os sinais que a natureza emite. Alguém tem dúvida disso? Augusto Boal, aquele do teatro do oprimido, na revista Caros Amigos deste mês, nos faz refletir sobre a tão propalada idéia de que o homem é superior a todos os outros animais porque cria linguagem. Criticando, ele diz: As palavras são tão poderosas que, quando as ouvimos ou pronunciamos, obliteramos nossos sentidos através do quais, sem elas, perceberíamos mais claramente os sinais do mundo. Estamos tão contaminados pelas palavras que ouvimos, somos tão domesticados por elas e por seus ruídos que não entendemos as mensagens que se faz no silencio ou apenas pelos sinais. Boal, exemplifica isso, nos lembrando de 26 de dezembro de 2004, quando poderosos tsunamis devastaram cidades da Ásia e da África, matando mais de 200.000 pessoas. Lembram disso? Então, por incrível que pareça, no mesmo lugar, no Parque Nacional de Sri Lanka, povoado de animais silvestres, nenhum deles morreu apesar da tremenda inundação provocadas por aquelas ondas de 12 metros de altura. Salvaram-se elefantes e chacais, pássaros e roedores, e até os desajeitados crocodilos conseguiram escapar. (...) Só morreram os animais domésticos... já contaminados pelas palavras que ouviam, mesmo sem entendê-las.
É preciso criar outros corpos. Talvez seja isso que Anucha (Teresina) deseje quando me diz Queria tanto ver essa armadura rompida! Ou então Loba (Minas) quando fala água, em qualquer situação, me remete às minhas origens. é o principio de tudo. do nascer e do renascer. Ou então minha cara Luana (http://luana_pi.zip.net) quando, ao ver a água escorrendo, diluindo tudo e possibilitando novos renascimentos, reflete Essa imagem transmite a paz que naum consigo alcançar, o "normal" que minha loucura naum permite descansar. Shara o que eh normal pra vc? O que eh loucura? Vale a pena irmos atrás desses conceitos, ou apenas nos conformarmos com os pre-conceitos que nos são impostos de maneira tão determinante? Nessa minha vivencia meio doida, cheguei a conclusão, ingenua, de que loucura é apenas o questionar, sabe, aquele palavra que perdemos durante nossa "formação" enquanto cidadãos, o por que disso, o que é aquilo, quem somos... Cê lembra de um texto meu que entreguei a vc no 1º periodo (faz tempo...)? Soh pra lembrar, ele traz reflexões acerca do mundo, do saber, do questionar e acaba com a conclusão de que o não saber às vezes se torna algo de bom, pois ele faz com que não soframos tanto com esse positivismo do mundo, que nos é imposto de maneira tão cruel... Tow meio pra baixo msm, mas é só fase, se até a lua tem as suas, por que não eu?
Bom dia! O sol está bonito, o vento é intenso... vou lá fora ouvir os passarinhos que todos os dias povoam meu “jardim”. Vou senti-los!
Um

bem apertadinho, Shara Jane.



e Mariana !!!!!!!














Beijinhos, Shara Jane.
pra todos,Sayô.









