Artes (com) trastes e traquinagens


31/05/2005


PRECISAMOS DE OUTROS CORPOS? O QUE ACHAM DISSO?

 

O corpo é o lugar de todas  as marcas, das sensações, das emoções, da razão, da intuição e de tantas outras dimensões. Nos tempos em que vivemos, depois de nos pormos de pé e olharmos o mundo apenas na vertical, perdemos a capacidade de rastejar pelo chão e de nos aproximarmos mais da terra e de seus sinais. Nesse sentido, sentir a água que escorre entre as rochas para ouvir seu coração pulsando tornou-se coisa difícil de fazer. Ao longo do tempo inventamos muitas couraças, muitas peles de peles como uma bailarina com suas inúmeras anáguas. Como dissolver esses significados prontos? Talvez re-aprendendo com a natureza que continuamente se desfaz e refaz num eterno retorno da diferença.  Talvez voltando a sentir o buliço do universo, o pulsar das suas entranhas. Somos tão modernos tecnologicamente, entretanto não conseguimos decifrar os sinais que a natureza emite. Alguém tem dúvida disso? Augusto Boal, aquele do teatro do oprimido, na revista Caros Amigos deste mês, nos faz refletir sobre a tão propalada idéia de que o homem é superior a todos os outros animais porque cria linguagem. Criticando, ele diz: As palavras são tão poderosas que, quando as ouvimos ou pronunciamos, obliteramos nossos sentidos através do quais, sem elas, perceberíamos mais claramente os sinais do mundo. Estamos tão contaminados pelas palavras que ouvimos, somos tão domesticados por elas e por seus ruídos que não entendemos as mensagens que se faz no silencio ou apenas pelos sinais. Boal, exemplifica isso, nos lembrando de 26 de dezembro de 2004, quando poderosos tsunamis devastaram cidades da Ásia e da África, matando mais de 200.000 pessoas. Lembram disso? Então, por incrível que pareça, no mesmo lugar, no Parque Nacional de Sri Lanka, povoado de animais silvestres, nenhum deles morreu apesar da tremenda inundação provocadas por aquelas ondas de 12 metros de altura. Salvaram-se elefantes e chacais, pássaros e roedores, e até os desajeitados crocodilos conseguiram escapar. (...) Só morreram os animais domésticos... já contaminados  pelas palavras que ouviam, mesmo sem entendê-las.

É preciso criar outros corpos. Talvez seja isso que Anucha (Teresina) deseje quando me diz Queria tanto ver essa armadura rompida! Ou então Loba (Minas) quando fala água, em qualquer situação, me remete às minhas origens. é o principio de tudo. do nascer e do renascer. Ou então minha cara Luana (http://luana_pi.zip.net) quando, ao ver a água escorrendo, diluindo tudo e possibilitando novos  renascimentos, reflete Essa imagem transmite a paz que naum consigo alcançar, o "normal" que minha loucura naum permite descansar. Shara o que eh normal pra vc? O que eh loucura? Vale a pena irmos atrás desses conceitos, ou apenas nos conformarmos com os pre-conceitos que nos são impostos de maneira tão determinante? Nessa minha vivencia meio doida, cheguei a conclusão, ingenua, de que loucura é apenas o questionar, sabe, aquele palavra que perdemos durante nossa "formação" enquanto cidadãos, o por que disso, o que é aquilo, quem somos... Cê lembra de um texto meu que entreguei a vc no 1º periodo (faz tempo...)? Soh pra lembrar, ele traz reflexões acerca do mundo, do saber, do questionar e acaba com a conclusão de que o não saber às vezes se torna algo de bom, pois ele faz com que não soframos tanto com esse positivismo do mundo, que nos é imposto de maneira tão cruel... Tow meio pra baixo msm, mas é só fase, se até a lua tem as suas, por que não eu? 

 

Bom dia! O sol está bonito, o vento é intenso... vou lá fora ouvir os passarinhos que todos os dias povoam meu “jardim”. Vou senti-los!

Um            

 

   bem apertadinho, Shara Jane.

Escrito por Sayô & Shara às 08h27
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30/05/2005


ARTE - BÁLSAMO PARA DILUIR A DOR?

Ando cansada demais. Meu corpo está tenso, com dores ferozes nas minhas costas. Que diabo é isso? Tenho feito do meu corpo uma armadura? Não sei o que fazer, mas penso que os pensamentos de meus amigos diante do meu texto sobre os jeitos de loucura possam me ajudar a encontrar respostas.

Doce Shara, ao ler o seu texto eu senti um misto de prazer e susto. Não aqueles sustos assustados, mas um susto que sacode o corpo e potencializa o cerébro para o aprendizado. Será que eu sou doido? Pensei na dobra e na sua relação com a loucura. Já sei que a loucura é um rompimento da válvula que separa o dentro e o fora. Mas penso: puxa, gestos como estes de Shara não seriam um contributo no sentido de estilingar a linguagem e redefinir o limite entre dentro e fora? Tô pensando nisso. Será que eu sou doido?
Edwar | http://edwar2005.blog.uol.com.br 

Me fez pensar demais... ou melhor, sempre penso sobre isso, qdo o meu NORMAL q se acha NORMAL permite! E eh pq sou taxada como a TIA DOIDA... Hanna nossa sobrinha de 2 aninhos já diz: Sayô tu eh DOIDA.... Joca (nosso amigo virtual) qdo aqui esteve semana passada e foi almoçar comigo e Lumena, chegou pra Lumena e perguntou: pq vc tanto chama a Sayô de DOIDA? A DOIDA | www.artescomtrastesetraquinagens1.zip.net 

Em resposta a pergunta do Joca, ou melhor, a vc minha tia doida q tanto amo: ao ler esse txt fiquei aqui pensando o qto deve ser bom ser louco, saber amenizar os problemas com brincadeiras sem desconsiderá-lo e qdo li o comentário da minha tia doida fiquei aqui pensando e acabei achando no texto da mamãe a reposta: "Seriam eles loucos porque, justamente, conseguem interpelar, sobrepujar e pôr em perigo aquilo que nossa racionalidade revestiu de uma engessada e rotineira obviedade? Será que nós, ditos normais, teríamos respostas tão lúcidas, revestidas de uma ironia brincante para com as mesmas coisas?" é tia doida não fique grilada com sua loucura, ela te torna ainda mais adorável, amo-te! Lumena 

Temos a tendência de dar nome a tudo, de rotular, de definir. Comumente o que foge ao nosso “reconhecimento” (aquilo que nos é comum, assimilável), é ruim, ou é loucura. Eu mesma, por vezes me dispo da sensatez (principalmente no amar), mas vez por outra me pego criticando a “falta de bom senso” (leia-se loucura) de quem está próximo a mim. Era pra refletir? Acho que embaralhou! Hahahaha....
Sanka | sanka.delua.zip.net 

Assim, termino o dia. Penso em você, sinto saudades. E as palavras esburacadas deixam escapar o que vaza em mim: cheiro, som, tom e imagem para alegrar um corpo fadigado. Nesse sentido, procuro o fotolog do Otavio Almeida em busca de vida, de cores e de festa. O que vejo traz uma invasão de sentimentos outros, o cansaço se esvai temporariamente pois as imagens que ele faz, suscita em mim não mais uma armadura, mas a sua dissolvência, como a mostrar que a beleza não cansa, encanta. Olhem,  e me digam o que seu corpo emite quando enxerga esta foto.

 

Boa semana a todos, Shara Jane.

A Sayô está viajando, quando chegar vai ter muito o que contar. Saudade de ti, mana  querida.

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 23h54
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25/05/2005


 

                                     ISTO ME FAZ PENSAR, E VOCÊ?

O que me impede de me ver como louco? Qual o limite entre olhar para mim e me nomear normal e olhar o Outro e considerá-lo um louco? O que faz eu desejar loucamente a normalidade e recusar, na mesma proporção, a loucura? Em abril de 2001, aconteceu em Teresina, no Teatro 4 de Setembro, um concurso de monólogos, e um, particularmente, me fez pensar sobre essas questões, o Diário de um louco. O louco-ator da peça foi soberbo em sua atuação. Louco, ensandecido no papel de um funcionário público que não consegue se aproximar do chefe, sua única referência. Ele pulou, estremeceu, gemeu, falou, gritou ... manifestando por todo o corpo a indiferença facista que seu chefe impunha a sua pessoa. Ele dizia e repetia: ele gosta de mim ... Ele olhou para mim. Em sua obstinação de ser notado seu corpo manifestava toda a indiferença burocrática, individualista e solitária de nosso tempo, expressa na figura do chefe, do poder e da racionalidade moderna. O louco da peça consegue, em sua sandice detectada, expor extraordinariamente as feridas abertas e purulentas que nós, no caso o chefe, em nossa normalidade fazemos tanta questão de manter em segredo. Ao contrário da loucura exposta, nós a excluímos e, contraditoriamente, a retemos, a interiorizamos. Uma certa normalidade, portanto é imposta ao nosso corpo politicamente correto e passamos a excluir qualquer expressão menos comedida, menos controlável. Isso por si só já não seria uma loucura: matarmos as intensidades, os fluxos que nos atravessam e nos fazem Outro de nós mesmos?

Hoje, de manhã, quando o Aluisio voltou da compra do pão, me contou o seguinte episódio que presenciara lá na padaria: um jornaleiro, desses que entrega o jornal em domicílio, estava lá nos seus afazeres quando foi abordado por um suposto louco. Ele se aproximou, não se fez de rogado e perguntou: Ei, isso aí é um jornal? O jornaleiro respondeu que sim. O louco, de imediato, entorna suas questões, como se já as tivessem todas prontas: Então, aí nesse jornal estão notícias do mundo inteiro, de todos os lugares, daqui mesmo? Esse jornal sabe tudo de todo mundo e de todos os lugares? É isso de que trata esse jornal? O jornaleiro mais que ligeiro, já querendo se livrar do incômodo, responde: sim, é um jornal que sabe de tudo e de todos os lugares.  O louco, muito senhor de si afirma, recriminando impacientemente, como quem consegue ver em coisas óbvias demais o inusitado: Muito bonito, hem? Vagabundo, fica fazendo fofocas em vez de trabalhar!

E por falar em loucos, não pude deixar de pensar no Gonçalves, um intelectual que vive ininterruptamente alcoolizado. Outro dia, na pracinha da Faced _ Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, ele, que vive em busca de platéia, abordou o grupo do qual eu fazia parte e, falando sem nos ver, disse: Gonçaaalveess!!! Eu, estava com o queixo inchado, empapuçado de uma queda. Dirigi-me ao hospital em busca de ajuda e eles me disseram que eu tinha que marcar a consulta. Onde? Perguntei. Gonçaalveess!!! Ali, bem ali, tem uma fila, entre nela e espere. E eu fui para a fila, e esperei... esperei e a fila nada de andar, parecia só aumentar. Continuei esperando e o meu queixo inchando mais e mais.... e eu esperando. Aí eu desistir. Fui embora. Eu pensei: Gonçaalveess, e se tu morre aqui? O que as pessoas responderiam se perguntassem:  de que o Gonçalves morreu? Coisa triste, o Gonçaalveess morreu de fila. É claro!!!

E assim, fico a me perguntar: Seriam loucos, aqueles que chamamos loucos? Seríamos, nós, hipócritas e insensíveis ao não percebemos o pensar, o criar intempestivo que o pensamento nômade desses loucos expressam? Por que, ainda hoje, enclausuramos e mantemos em segredo nossas possibilidades de delírio, de potência e de criação com a vida? Seriam eles loucos porque, justamente, conseguem interpelar, sobrepujar e pôr em perigo aquilo que nossa racionalidade revestiu de uma engessada e rotineira obviedade? Será que nós, ditos normais, teríamos respostas tão lúcidas, revestidas de uma ironia brincante para com as mesmas coisas? Até quando ainda teremos que rejeitar, anular e mesmo destruir os desejos do Outro?  Ao mesmo tempo, até onde vai nossa falta de fome e desejo a ponto de nos tornarmos seres normais anestesiados, insossos, sem ousadia e sem criatividade –,  de não sabermos mais como brincar e rir como um louco – sábios diante da hipocrisia do mundo em que vivemos?

Para fazer furar o cano, deixar vazar a vida, liberar os fluxos e conectá-los às ondas desse imenso mar que navegamos, brademos ao vento: um pouco de loucura, por favor!            SHARA JANE

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 23h44
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24/05/2005


 

 

HOMENAGEM AOS MEUS AMIGOS

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida....mas é
delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre..."

Grande beijo, Sayonara

 

Escrito por Sayô & Shara às 11h42
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23/05/2005


 

 

Bom Dia e uma Otima Semana pra todos q aqui passarem!!

Dia 22 de maio foi aniversario da minha mana querida q mora em Fortaleza, SORAYA e da fiha dela q eh minha afilhada MARIANA ...duas geminianas lindas e muito amadas por todos nos...

Depois de amanha se Deus quiser estarei em Fortaleza pra poder abraca-las pessoalmente e comemorarmos juntinhas!!
 e Mariana !!!!!!!

Que Deus proteja vcs duas sempre !!!

Sentimos muita saudades de vcs, beijos Sayo,Luna e Amandinha.

Escrito por Sayô & Shara às 14h42
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SALVE SORAYA E MARIANA, em 22 de maio, pois são  raios de sol que incidem sobre o que se aproximam luz, beleza e alegria. Por isso eu envio de presente este pôr do sol de autoria de Otavio Almeida e esta poesia de Marieta Bacante para dizer o quanto amo vocês:

 

 

Celebro o nosso encontro

Encontro-me

Vejo-me e

Encanto-me com ele.

 

Celebro vocês

Com seu jeito

Seu sorriso

Sua vida.

 

              Shara Jane.

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 12h25
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20/05/2005


 

 

FINAL DA NOITE

E depois do show,fomos(eu, Anucha e Cintia Silveira)pro MPBar um barzinho muito legal q tem aqui em Teresina, e nessa noite estava tendo show do NOSLI MARINHO, um maranhense q jah fez parceria com ZECA BALEIRO...e Vander Lee,Fred Martins,Jorge o baixista, Dudu da percussao...foram tb....Pense num fim de noite BOM !!!!!!!! Esse na foto eh o JORGE ,baixista da banda...junto comigo neh,...hehehhe, Beijaum pra todos e um OTIMO FIM DE SEMANA!!!!Sayo...(meu teclado deu pane, os acentos sumiram)

Escrito por Sayô & Shara às 21h13
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                                          FRED MARTINS

Durante dez anos Fred Martins foi o responsável pela transcrição de partituras dos Songbooks da Lumiar, editora de Almir Chediak. Colocou no papel sucessos de Rita Lee, Chico Buarque, Noel Rosa, Tom Jobim, Gilberto Gil e Caetano Veloso entre outros.

O show dele foi perfeito tb...composicoes lindissimas ele tem.Cantou FLORES, musica sua, a qual ZELIA DUNCAN jah gravou.Confiram:

  FLORES

 Flores para quando tu chegares
Flores para quando tu chorares
Uma dinâmica botânica de cores
Para tu dispores pela casa

Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores num jardim
Pétalas ao vento, para tu contares
Para além dos nomes
Que possam dizê-las
Flores pra compores
Metáforas antes de comê-las
Pelos cômodos, na cômoda do quarto
Uma banheira repleta de flores
Pela estrada, pela rua, na calçada
Flores para mim
Flores pros meus braços
Ofertá-las para parabenizar-te
Flores, quantas flores forem necessárias
Pra perguntares pra que tantas flores...

                                             

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 21h02
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Oi!!!!!!!!!
Nossa, pense na saudade q estou de blogar, risos...Isso mesmo, resolvemos eu e Shara blogar de 2 em 2 dias e alternando, um dia eu e outro ela.Estavamos achando muitos textos pra vcs lerem....dai pensamos q dessa forma poderia ser mais legal!!

E dai q ....risos, dia 18 de maio teve show do VANDER LEE e FRED MARTINS no Teatro ...e fomos , eu Shara e Anucha...foi M A R A V I L H O S O !!!!!!!!!

Vander Lee eh sensacional, uma voz, super simpatico e TEM LETRAS LINDISSIMAS,...deixo vcs com uma q faz jus seu lado ROMANTICO, como um bom PISCIANO q eh...  E na foto: Vander Lee e eu.Beijos,Sayô.

 

Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso

omânticos são limpos
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
Românticos são loucos
Românticos são poucos
Como eu
Como eu

Escrito por Sayô & Shara às 20h49
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18/05/2005


 

AMANDINHA

Linda por ela soh...e sinceramente queria poder falar muitas coisas, mas Shara tem o poder de me calar diante suas palavras...

Filha jah te falei hj pela manhã TUDO q te desejo...TE ABRAÇEI, TE BEIJEI, TE DISSE UM TANTO DE COISA NO TEU OUVIDO, jah escrevi de batom no espelho do teu banheiro, enfim.....quero q vc tenha a certeza de q ISSO É POUCO...vc merece muito mais minha Amandinha Amada!!!!

 

Monte de beijo soh pra tu filhota!!!

Que teu Anjo da Guarda te proteja sempre!!

Escrito por Sayô & Shara às 09h46
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Teresina, 18 de maio de 2005,

aniversário da adorável AMANDA – filha da Sayô.

 

Vou iniciar este texto aplauso contando uma historieta da minha sobrinha HANNA, de 2 anos, filha da Shamara. Hanninha, sapeca e inteligente, saiu outro dia com seu lado filósofo em resposta a mãe que perguntara sobre como gostaria que fosse seu irmãozinho. Ela não teve dúvidas e respondeu: Eu gostaria de um irmão azul. Risos a parte, fiquei a pensar: isso é que é produzir filosofia sem nem pestanear. Azul, que lindo um irmão azul! Nunca tinha pensado nisso, mas imediatamente me peguei imaginando no quanto seria muito bom, se minhas irmãs fossem coloridas. Vejam: a Sayô pintada de arco-iris, a Shamara de pink e a Soraya com matizes de verde. Que lindas ficariam, vocês não acham? Ah, meu Deus como a vida precisa de cores e Hanna percebendo isso, inventou um jeito de passar o pincel.

 

E é passando o pincel, que falo agora de Amanda que pinto  de rosa pois ela é meiga, jeitosa, alegre, de cinturinha fina, gostosa de abraçar e cuidar. Amo-te profundamente, minha Amanda, amada, amante. Quando pequenina, sem nunca deixar de ter sido, ela no meio das araras de roupas da Riachuelo, foi vista por um menino que exclamou para mãe: olha que bebê lindo, mãe! Ela cheia de si, respondeu: eu não sou bebê, eu já tenho 3 anos! É isso aí, Amanda nunca quis ser pequena, mas ao mesmo tempo ela é uma pequena adulta cheia de criancice.

 

Outro dia, aqui em casa, começamos a criar historias do tipo O manifesto contra a violência feita às galinhas de granja ou O relógio na perna e Amanda dava show de criatividade e competência em sua criação. Na sexta feira da semana santa, em seu encontro com o Thiago Pereira – o que adora borboletas – eu, ele e Amanda criamos o seguinte texto surreal, vejam:

 

RELÓGIO NA PERNA

autores: SAT=AMANSHA-TI.

 

a cachoeira de água tinha uma  relógio triste e eu peguei o relógio triste. o relógio disse que tava triste porque não tinha perna. disse também que tudo tinha que ter alguma coisa e ter algum tudo. o relógio mostrou os dentes porque viu na sua frente uma perna voando. a amanda cuspiu no relógio triste e o relógio triste achou gostoso se melou, endoideceu, iluminou até as pedras que ficaram piscando. de noite a gente ouvia tanto grito  que eu ficava me perguntando se de vez em quando um cuspe alheio é bom. acontece que o cuspe tem gosto e rosto que olha e des-folha aquilo que olha. o susto é maior desprevenido. o ido tem gosto de cuspe. fugido não tem. escapa do mapa. o relógio não está mais triste e desfigurado o rosto do cuspe olha tua perna bonita.

 

Parabéns Amanda! Que a vida seja generosa contigo e retribua teus inúmeros sorrisos e gestos ternos.

                                               De sua tia que envelhece vendo teu corpo/alma crescer em profusão de sabedoria e generosidade, Shara.

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 08h51
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17/05/2005


 

 

17.05 aniversário da minha prima querida Emilia, uma taurina meiga,carinhosa,TEIMOSA e muito amada por mim,ela sabe disso!

Bia (forma carinhosa q a chamo)...tudo de bom SEMPRE !

Te presenteio com Mário Quintana :

A Vida

"A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada
e inútil das horas...
Dessa forma eu digo, não deixe
de fazer algo que gosta devido
à falta de tempo, a única falta
que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais..."

 

Não preciso dizer mais nada, neh Bia?

Te amo, mil beijos,Sayô

 

Escrito por Sayô & Shara às 10h58
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16/05/2005


 

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas.
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida... Mário Quintana

Afffff maravilhoso isso neh....beijos,Sayô

Escrito por Sayô & Shara às 12h08
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"Se as coisas são inatingíveis...ora
Não é motivo para não querê-las
Que tristes os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas." Mário Quintana

Escrito por Sayô & Shara às 11h47
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Sorria

 
O Espelho

 Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você o permita. O colunista Sidney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção. O amigo de Sidney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.  Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

- Ele sempre lhe trata assim com tanta grosseria?

- Sim, infelizmente é sempre assim.

- E você é sempre tão atencioso e amável com  ele?

- Sim, sou.

- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?

- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos "próprios donos". Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau-humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes. "Os tristes acham que o vento geme. Os alegres e cheios de espíritos afirmam que ele canta".

O mundo é como um espelho, devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.

A maneira como você encara a vida, faz toda a diferença.

P.S. Recebi esse texto por email,Claudinha minha prima q enviou..achei super interessante e postei pra vcs!

Uma ótima Semana!!!! Beijinhos,Sayô

Escrito por Sayô & Shara às 10h46
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14/05/2005


Se eu fosse você...

Rubem Alves

 

 

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você...” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão. (...) Para ouvir não basta ter ouvidos. É preciso parar de ter boca. Sábia, a expressão: “Sou todo ouvidos”. Todo ouvidos, deixei de ter boca. Minha função falante (...) foi desligada. Não digo nada. Nem para mim mesmo. Se eu dissesse algo pra mim  mesmo enquanto você fala seria como se eu começasse a assobiar no meio de um concerto. Faço, para ouvir você, o mesmo silêncio que faço para ouvir música. Vou agora lhe revelar o segredo da escuta. Quando eu era iniciante na arte da psicanálise tratava de prestar a maior atenção naquilo que o cliente estava dizendo. Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras.  Fernando Pessoa, essa distração dos deuses, sabia disso e escreveu. Está num poema que ele dirigiu a um poeta. O poeta é um falador. Constrói objetos com palavras. A esse poeta, cujo negócio é falar, ele diz:

 

Cessa o teu canto

Cessa, porque enquanto

O ouvi, ouvia

Uma outra voz

Como que vindo nos interstícios

Do brando encanto

Com que o teu canto

Vinha até nós.

Ouvi-te e ouvi-a

No mesmo tempo

E diferentes

Juntos a cantar.

E a melodia

Que não  havia

Se agora a lembro,

Faz-me chorar.

 

Preste bem atenção no que está escrito. Fernando pessoa nos diz que a fala tem duas partes. A primeira são as palavras que são ditas: a letra. A segunda é uma melodia que se faz ouvir nos interstícios da fala: a música. (...) Assim, se você quiser ouvir bem, não preste muita atenção na letra. Esqueça as lições da hermenêutica, a ciência da interpretação dos sentidos. Aprenda a sentir a música. Todos os tipos de música, do tam-tam dos tambores a Boulez. Porque o que os compositores fizeram foi só fazer tocar em instrumentos aquilo quer era tocado pelo corpo. Parafraseando Uexküll: “Todo corpo é uma melodia que se toca.”  Seria bom  se, nos cursos de psicologia, se lesse menos livros e se ouvisse mais música.

Escrito por Sayô & Shara às 17h58
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                                          AULA FESTA?

 

Dessa vez, Loba de Minas me dá o mote: Eu não chegaria a queimar sequer um livro, porque os cultuo. Mas concordo com o autor qdo diz que eles nos trazem tudo acabado. Nestes muitos anos de magistério aprendi que o conhecimento se processa pela necessidade de se descobri-lo e não por repetição do que já foi descoberto. Portanto, livros pra mim são apenas suporte para a minha grande e eterna necessidade do conhecimento.

 

É verdade Loba. Precisamos de mundos capazes de se autogerir, capazes de se tornar autônomos e criativos, especialmente, no momento de ensinar e aprender. Esta semana, eu tive momentos intensos de criação e autonomia entre os meus estimados estudantes de Direito. Vi diante de meus olhos, o brilho e a alegria de se estar fazendo um trabalho acadêmico sem a obrigação, apenas, de fazê-lo. Fiquei emocionada com o que vi: corpos intensos, envolvidos, aprendendo com a extensão e o brilho uns dos outros. Vi parceria, alegria e motivação pelo conhecer e especialmente pelo ato de criar. Criação – destruição de algo e nascimento do novo. Diante de mim, vi corpos potentes e capazes de através da arte, da leitura de textos, do encontro entre eles destruírem um ensino a que estavam acostumados. Invadiram a sala, se estenderam pelos corredores, fizeram a festa. Uma aula-festa? Isso é possível! O espaço dessa vez era deles. O trabalho acontecia para a disciplina de Sociologia Jurídica, a atividade: O julgamento do Jeitinho Brasileiro. Eles não sabiam o caminho, eles criaram um próprio, vindo de suas habilidades, interesses, o que fez com que criassem argumentos e pensamentos próprios para o julgamento do Jeitinho. Uma melodia germinou diante dos meus olhos e meus ouvidos se lambuzaram com o que ouviram. Essa é a grandeza da educação: produzir a capacidade de pensar e frutificar um conhecimento novo. Foi um banquete onde celebramos a alegria de criar e de conhecer nossos próprios potenciais. Grande dia, grande aula! Parabéns meus nobres estudantes!!!

 

Escrito por Sayô & Shara às 17h32
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Conseguiiiiiiiiiii colocar foto, rsssss

Vou apresentar aos poucos as pessoas q fazem parte da minha vida através de fotos....Visitei o fotolog da Anucha(essa q ta comigo na foto de vermelho,ah pra quem naum me conhece,sou essa de "aparêi" nos dentes hehe), e vi essa foto q tiramos numa noite dessas no MPBar,um barzinho q sempre frequento aqui em Teresina.Anucha é uma amigona minha!

Beijos,Sayô

 

Escrito por Sayô & Shara às 11h29
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13/05/2005


 

Recebi um email de Talma (amigo de Ribeirao Preto) e resolvi postar pra vcs..mais beijos,Sayô

Um dia

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra,é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase:"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia perceberemos que somos muito importante para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia perceberemos como aquele amigo faz falta, mas ai é tarde demais...
Enfim...um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos,para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito..
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana

 



 

Escrito por Sayô & Shara às 10h01
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Quase nada (Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

De você sei quase nada
pra onde vai ou porque veio
nem mesmo sei
qual é a parte da tua estrada
no meu caminho
será um atalho
ou um desvio
um rio raso
um passo em falso
um prato fundo
pra toda fome
que há no mundo
noite alta que revele
o passeio pela pele
dia claro madrugada de nós dois não sei mais nada
(de você sei...)
se tudo passa como se explica
o amor que fica nessa parada
amor que chega sem dar aviso
não é preciso saber mais nada.

Sexta-feira 13

Desejo muita sorte pra todos nós!

Beijos,Sayô

 

                                    

Escrito por Sayô & Shara às 09h41
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12/05/2005


 

Skank no PIAUI POP...tudo de bom!

"Vou deixar a vida me levar
Pra onde ela quiser
Estou no meu lugar
Você já sabe onde é
É, não conte o tempo por nós dois
Pois, a qualquer hora posso estar de volta
Depois que a noite terminar

Vou deixar a vida me levar
Pra onde ela quiser
Seguir a direção
De uma estrela qualquer
É, não quero hora pra voltar, não

Conheço bem a solidão, me solta
E deixa a sorte me buscar

Eu já estou na sua estrada
Sozinho não enxergo nada
Mas vou ficar aqui
Até que o dia amanheça
Vou me esquecer de mim
E você, se puder, não me esqueça

Vou deixar o coração bater
Na madrugada sem fim
Deixar o sol te ver
Ajoelhada por mim, sim
Não tenho hora pra voltar, não
Eu agradeço tanto a sua escolta
Mas deixa a noite terminar

Não, não, não quero hora pra voltar, não
Conheço bem a solidão, me solta
E deixa a sorte me buscar
Não, não, não tenho hora pra voltar, não
Eu agradeço tanto a sua escolta
Mas deixa a noite terminar."

 

Beijos,Sayô

Escrito por Sayô & Shara às 12h33
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 Oi Shara...adorei a nova roupa do nosso blog...bom gosto vc tem,nunca duvidei disso, rsssss e qto a nossa conversa ontem....pois é, estou sentindo falta de MÚSICA nosso blog...queria MuSicAlIzA-lO...mas infelizmente a UOL naum nos oferece essa opção...e pelo pouco q me conheço,acredito q naum irá demorar muito pra procurar outro q nos proporcione colocar música , rsss

Espero q esteja mais descansada hj,....ontem vc tava mals hein....

Pra vc meu eterno amor..da tua mana,Sayô

 

Escrito por Sayô & Shara às 09h41
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Bom Dia, beijos!!

Tenho uma amiga q adora Mário Quintana...e vou blogar hj com as palavras dele e dedico à vc Anucha.Beijin,Sayô

A IDADE DE SER FELIZ

.
.

    
Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
     Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
     Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
     Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
     Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

     Mário Quintana

Escrito por Sayô & Shara às 08h45
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11/05/2005


 

Um beijo de Boa Tarde pra vcs...Sayô

"Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser
milho para sempre. Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando
passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida
inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza
assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu
jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que
nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um
filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade,
depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a
possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora
chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada
em si mesma, ela não pode imaginar um destino
diferente para si. Não pode imaginar a transformação
que está sendo preparada para ela. A pipoca não
imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso
prévio, pelo poder do fogo a grande transformação
acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente
diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca
que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas
que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa
do que o jeito delas serem.

A presunção e o medo são a dura casca do milho
que não estoura. No entanto, o destino delas é triste,
já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se
transformar na flor branca, macia e nutritiva.

Não vão dar alegria para ninguém"

Extraído do livro O amor que acende a lua, de Rubem Alves.

Escrito por Sayô & Shara às 12h48
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             E pra fechar, gotas de poesia enviada por Marina Veira:                      

 

FAGULHAS

Ana Cristina César

 

 

Abri curiosa
o céu.
Assim, afastando de leve as cortinas.
Eu queria rir, chorar,
ou pelo menos sorrir
com a mesma leveza com que
os ares me beijavam.
Eu queria entrar,
coração ante coração,
inteiriça,
ou pelo menos mover-me um pouco,
com aquela parcimônia que caracterizava
as agitações me chamando.
Eu queria até mesmo
saber ver,
e num movimento redondo
como as ondas
que me circundavam, invisíveis,
abraçar com as retinas
cada pedacinho de matéria viva.
Eu queria
(só)
perceber o invislumbrável
no levíssimo que sobrevoava.
Eu queria
apanhar uma braçada
do infinito em luz que a mim se misturava.
Eu queria
captar o impercebido
nos momentos mínimos do espaço
nu e cheio.
Eu queria
ao menos manter descerradas as cortinas
na impossibilidade de tangê-las.
Eu não sabia
que virar pelo avesso
era uma experiência mortal.



Escrito por Sayô & Shara às 08h59
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                                        INTERAÇÃO

 Outro dia, fiz um texto para este blog chamado Chuva, saudade, poesia... Tudo a ver porque Teresina, em dias chuvosos, nos brinda com chuvas longas que, em seguida, faz abrir um sol intenso e flores de todas as cores... E a saudade? Com a chuva, ela povoa nosso corpo com lembranças de todos os tipos. Parece que o corpo amolece, ficamos com vontade de ficar em casa, agregado debaixo de cobertas, só vivendo intensamente dias tão nostálgicos. É pura poesia! Passamos a nos lembrar de amores, de nossa infância, dos momentos significativos, comemos milho verde, canjica, café quente com bolo de goma. Nesses dias, minha avó povoa meus pensamentos, porque nunca vi alguém se envolver e gostar tanto de chuva. Nossos amigos chegam, fazem sua festa, aconchegam-se entre nós. Passamos dias, em Teresina, de pura nostalgia e poesia e depois vivemos com o sol causticante a esperar de novo a chuva, a saudade e a poesia.

POESIA NUM COMEÇO DE NOITE CHUVOSA", me caiu nesse instante como mote.Sinto-me convidada a mergulhar nessa noite e tomar um porre de lembranças. Poesia num começo de noite chuvosa é sinônimo de saudades: saudades antigas,daqueles que há muito não vemos;saudades recentes,daqueles que acabados de dizer ate logo;saudade de amigos e amores;Momento em que a terra é profanada com beijos molhados,enquanto meus olhos te procuram por entre o véu turvo da noite,por trás de nuvens escuras,entre galhos retorcidos das ruas; Os pingos se tornam uma enchuvada que inunda meu peito, Sinto teu cheiro,tuas mãos,tua transpiração Um calafrio percorre meu corpo É tua voz que escuto ao longe misturada a gritaria da chuva? Em desespero corro a porta... é apenas o vento em festa com as copas das arvores Silencioso. Meus lábios sentem o sabor da minha saudade, A noite agora chora baixinho O sol se rasteja no oriente Entre papeis rabiscados com teu nome adormeço,em sonho te encontro em uma noite chuvosa.  Maize Daniela  


Ainda acrescento: existem pessoas que nos falam muito apenas com o olhar, pessoas que só com o abraço se conhece toda alma, e existem aquelas que mesmo pela internet dah pra matar as saudades! Luana Natielle

 

 Beijinhos, Shara Jane.

 

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 08h46
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10/05/2005


 

E essas pessoas pra mim, estão incluídas também todas aquelas q a net me presenteou e q ainda não consegui conhecer no real !

Por vcs sinto uma saudade eterna e um carinho inexplicável!

Uma ótima terça feira!

 pra todos,Sayô.

 

Escrito por Sayô & Shara às 11h21
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POIÉSIS  

  

"Enquanto lia o texto de Arnaldo Antunes, em que tenta em vão dar uma origem à poesia, vasculhava dentro de mim uma resposta que fugisse a essa sistematização das coisas imposta pelo cristianismo.Por que aprisionar a poesia?A resposta veio num silencio entalado no peito.A humanidade perdeu sua poesia, a esqueceu em um cômodo qualquer, o despertador lembra que é preciso sobreviver, poesia são para poetas, tolos sonhadores.Então me pergunto, em que momento a humanidade deixou de sonhar? pois foi nesse instante que perdeu a poesia de viver e sem ela deixou de perceber a poesia na existência,como faziam nossos pais"primitivos".Que ironia, eles percebiam a poesia em tudo que os cercava, nós "civilizados" a enjaulamos em livros empoeirados. É preciso deixá-la fluir por nossos poros, afinal de conta somos produto de uma poesia construída por um homem e mulher apaixonados, misturados um no outro, entregues ao prazer.Devemos mergulhar na poesia todas as manhas para poder dar cor e sabor aos amargos da vida." Maize Daniela.

 

Essa poesia de Maize Daniela tocou-me profundamente... Lembrei-me de Jorge Larrosa, em Imagens de Estudar. Falando de jeitos de estudar, em determinado momento ele nos causa estranhamento quando, olhando para os livros da biblioteca, diz da importância de queimá-los, exatamente porque estão prontos, acabados e não nos deixam criar, inventar por nós mesmos. Ele  nos faz  perguntar: O que nos resta diante desses saberes autorizados? Apenas a submissão, a sujeição de discípulos desses mestres? A poiésis (criação, potencia) é totalmente destinada a iluminados ou abandonada, como critica Maize em seu texto. O que fazer então? Queimar os livros é o que devemos fazer, produzir uma grande fogueira, para só assim deixar a fumaça escapar e por nós mesmos tornamo-nos mestres de si. Nada de rebanho pastoreado por um pastor que nos indica o caminho, mas pelo contrário ser cabra libertina que corre, salta, fura cercas e percorre seus próprios caminhos até o cume da montanha mais alta.Portanto, sendo mestre de si é que somos capazes de criar, de potencializar nossos jeitos de inventar a vida e a nós mesmos. Queimando os livros para podermos olhar ao avesso a vida. Estranhá-la até o ponto de sua envergadura. Tornar a linguagem experiência máxima da estranheza a ponto de olhar a nossa própria língua como um estrangeiro. É esse o banquete da poesia, tornar a existência cotidiana revestida de muitos sentidos, é vê-la cotidianamente de outros jeitos. Shara Jane.

  

Escrito por Sayô & Shara às 08h28
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09/05/2005


SOBRE A ORIGEM DA POESIA

                                Arnaldo Antunes

A origem da poesia se confunde com a origem da própria  linguagem.Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não-poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas. Como se ela restituísse, através de um uso específico da língua, a integridade entre nome e coisa — que o tempo e as culturas do homem civilizado trataram de separar no decorrer da história. A manifestação do que chamamos de poesia hoje nos sugere mínimos flashbacks de uma possível infância da linguagem, antes que a represen-tação rompesse seu cordão umbilical, gerando essas duas metades — significante e significado. Houve esse tempo? Quando não havia poesia porque a poesia estava em tudo o que se dizia? Quando o nome da coisa era algo que fazia parte dela, assim como sua cor, seu tamanho, seu peso? Quando os laços entre os sentidos ainda não se haviam desfeito, então música, poesia, pensamento, dança, imagem, cheiro, sabor, consistência se conjugavam em experiências integrais, associadas a utilidades práticas, mágicas, cura-tivas, religiosas, sexuais, guerreiras? Pode ser que essas suposições tenham algo de utópico, projetado sobre um passado pré-babélico, tribal, primitivo. Ao mesmo tempo, cada novo poema do futuro que o presente alcança cria, com sua ocorrência, um pouco desse passado. Lembro-me de ter lido, certa vez, um comentário de Décio Pignatari, em que ele chamava a atenção para o fato de, tanto em chinês como em tupi, não existir o verbo ser, enquanto verbo de ligação. Assim, o ser das coisas ditas se manifestaria nelas próprias (substantivos), não numa partícula verbal externa a elas, o que faria delas línguas poéticas por natureza, mais propensas à composição analógica. Mais perto do senso comum, podemos atentar para como colocam os índios americanos falando, na maioria dos filmes de cowboy — Eles dizem "maçã vermelha", "água boa", "cavalo veloz"; em vez de "a maçã é vermelha", "essa água é boa", "aquele cavalo é veloz". Essa forma mais sintética, telegráfica, aproxima os nomes da própria existência — como se a fala não estivesse se referindo àquelas coisas, e sim apresentando-as (ao mesmo tempo em que se apresenta). No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermediam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação pois vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo. Segundo Mikhail Bakhtin, (em "Marxismo e Filosofia da Linguagem") "o estudo das línguas dos povos primitivos e a paleontologia contemporânea das significações levam-nos a uma conclusão acerca da chamada 'complexidade' do pensamento primitivo. O homem pré-histórico usava uma mesma e única palavra para designar manifestações muito diversas, que, do nosso ponto de vista, não apresentam nenhum elo entre si. Além disso, uma mesma e única palavra podia designar conceitos diametralmente opostos: o alto e o baixo, a terra e o céu, o bem e o mal, etc". Tais usos são inteiramente estranhos à linguagem referencial, mas bastante comuns à poesia, que elabora seus paradoxos, duplos sentidos, analogias e ambiguidades para gerar novas significações nos signos de sempre. Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se desapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis — os poemas — contaminando o deserto da referencialidade.

 Desejo uma semana cheia de Poesia pra todos nós         

Um            

 

   bem apertadinho,Sayô

Escrito por Sayô & Shara às 09h38
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Clarinha, minha filha, é branquinha, delicada e tem os cabelos negros mais lindos que já vi (corujice de mãe). Em 2000, ela fez uma homenagem a mim no dias das mães que gostaria de  partilhar com voces. Com esta analogia que ela faz da música Fascinação, eu homenageio as mães que passam por este blog, vejam:

"Mãe quero lhe dizer que:

os sonhos mais lindos sonhei

graças a  voce, que de quimeras mil um castelo

voce ergueu para nos proteger.

E no  teu olhar, tonto de emoção,

voce nos transmite

a paz e o amor que precisamos.

Com sofreguidão, mil venturas previ com você

em todas as venturas de nossas  vidas.

O teu corpo é luz, sedução,

poema divino cheio de esplendor

que  não cansamos de ler e reler.

Teu sorriso prende, inebria, entontece

e nos alegra,

encantando a todos.

És fascinação, amor.

Lindo, não é? Só um pouquinho da poesia da Clarinha pra dizer Bom dia a voces, Shara.

Escrito por Sayô & Shara às 08h33
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07/05/2005


  MÃE: A BABEL DE CORAÇÃO GRANDE

 

Hoje, Francinete me deixou embasbacada com sua sabedoria. Ela disse que minha casa é como um coração enorme, pois as pessoas podem chegar a qualquer hora e sempre tem o que comer e são bem recebidas. Segundo ela, lá de onde ela vem, isso significa que, aqui, nunca vai ser lugar solitário, vazio ou escasso de comida e alegria.

Esses dois dias, estava aqui deste lado de cá, pensando no que escrever quando Francinete me dar à inspiração de que precisava. E por que? Por que imediatamente me lembrei do filme A excêntrica Família de Antonia. Neste filme, uma das peças do cenário era uma mesa imensa embaixo de uma árvore frondosa. Sobre a mesa era servido um grande almoço, e em torno dela muitas pessoas. E Antonia? Ela agregava pessoas de lugares diferentes, com desejos diferentes e jeitos diferentes, sendo possível tornar-se àquilo que se é, sem nenhum constrangimento ou cobrança. Apenas, se podia ser.

Ali, portanto, não era uma família comum, pois não havia restrição à chegada de ninguém assim como se ampliava a representação que se tem de mãe, a de um coração grande, onde sempre cabe mais um! Eis então a diferença, os personagens dessa família, ao redor dessa mesa, não seriam apenas os mesmos, os familiares, mas pessoas de toda sorte: crianças, homens e mulheres sem fama que se tornavam chegados pela sua estranheza e diferença. Lésbicas, crianças, mulheres com intensa capacidade para ser mãe, homens viúvos e seus filhos homens, velhos, filósofos, portadores de necessidades especiais. Todos em meio à mesa de Antonia e à sua capacidade de se deixar atravessar por diferentes pessoas, pela natureza e pela relação vida e morte, escassez e abundância.

Lembrei de Antonia, às vésperas do dia das mães, e fiquei imaginando em como seria rico se pudéssemos colocar nossa mesa de refeições no meio do mundo e as pessoas de muitos lugares e cores pudessem partilhar do alimento e do amor numa intimidade dada pela multiplicidade em fusão, pela fogueira que a quentura dos corpos é capaz de potencializar. A excêntrica família de Antonia nos fala de uma mesa, de uma mãe, de uma Babel, pois é uma mistura intensa de línguas múltiplas, de corpos alheios, de desejos próprios e especialmente da experiência da estranheza de que nossa própria língua não nos pertence.

Hoje, percebo, que o nosso blog acabou se tornando essa mesa e , nela, eu e a Sayô acabamos por fundar nossa Babel - Comunidade plural - ao receber pessoas conhecidas e  desconhecidas, algumas inclusive de lugares que não conhecemos e, ainda assim, tiramos as sandálias, deitamos no chão, acendemos a fogueira e nos deleitamos com todos, chegados, estranhos e trastes... Eles vêm e vão. Pluralidade e dispersão. Sendo assim, aqui, vejo meu desejo de ser como Antonia tornar-se real pois essa mesa excêntrica traz, em seu cardápio caloroso, diferentes línguas, vejam: Clarinha, Lumena, Amanda, Joca Oeiras, Ivoneide, Luana Natielle, Edwar, Paulo, Janaina, Alma Espanhola, Sanka, Loba, Marina Vieira, Anucha, Pecê, Roraima, Fred Maia, Ronaldo, Amélia, Robson, Helena Paula, Veridiana, SilverMan, Marcelino, mayron leôncio, Lela, Renata e ainda todos os que passam e não comentam...

Que o Dia das mães dissolva-se numa comunidade plural, como mãe - a babel de coração grande! Shara Jane.

Fotografia de: www.fotolog.net/otavioalmeida

Escrito por Sayô & Shara às 22h45
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POESIA NUM COMEÇO DE NOITE CHUVOSA

Olá...passei pelo escritório agora no finalzinho da tarde e resolvi entrar um pouco na net ...e encontrei Ulisses no MSN...conheci Ulisses em 1998 qdo fiz uma viagem pra Bahia, viagem de Faculdade... foi muito rápido o tempo q tivemos, mas foi suficiente pra sentirmos algo um pelo outro, enfim,uma paixão gostosa q com certeza se tivessemos tido tempo pra ela,ela teria sido muito mais gostosa...,enfim,voltei pra Teresina.Na epoca trocamos email, mas durou pouco esse contato.Nos afastamos esse tempo todo e esse ano nos reencontramos pela net...e ele é um libriano maravilhoso, muito sensivel e sempre cheio de música e poesia nos seus recados q quer passar pra mim! Esse é um trecho de uma música a qual surgiu no meio da nossa conversa de hj....ele chegou sutilmente e perguntou : Tem tempo pra um poemazinho? E daí colocou pra mim :

"SE AVEXE NÃO

AMANHÃ PODE ACONTECER TUDO,INCLUSIVE NADA

SE AVEXE NÃO

AMANHÃ PODE ACONTECER TUDO,INCLUSIVE NADA

SE AVEXE NÃO

A LAGARTA RASTEJA ATÉ O DIA EM QUE CRIA ASA

SE AVEXE NÃO

A BURRINHA DA FELICIDADE NUNCA SE ATRASA

SE AVEXE NÃO

AMANHÃ ELA PÁRA NA PORTA DA TUA CASA

SE AVEXE NÃO

TODA CAMINHADA COMEÇA NO PRIMEIRO PASSO

A NATUREZA NÃO TEM PRESSA, SEGUE SEU COMPASSO

E INEXORAVELMENTE CHEGA LÁ

SE AVEXE NÃO

OBSERVE QUEM VAI SUBINDO A LADEIRA

SEJA PRINCESA, SEJA LAVADEIRA

PRA IR MAIS ALTO VAI TER QUE SUAR"

Trecho de uma música de Santana,O Cantador

Um dia a gente ainda vai se encontrar novamente..ne Ulisses...Grande beijo,te adoro!

Escrito por Sayô & Shara às 18h43
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Gosto muito dessa jornalista...encontrei as crônicas dela no site www.revistatpm.com.br. Nesse mesmo site, tem outros cronistas muito interessantes,vale a pena conferir.Beijos e Bom Sábado.

O carro voador

A viagem começou num TL azul calcinha que poderia sair do chão a qualquer momento e não terminou até hoje

            Ela dizia que seu carro podia voar. E nós acreditávamos. No banco de trás, pulando e gritando euforicamente, esperávamos pela decolagem – que, naturalmente, nunca aconteceu. Mas isso não importava.

            Nunca ter levantado vôo enquanto o automóvel de minha mãe ganhava velocidade pelas avenidas paulistanas não chegou a tirar a diversão da brincadeira. Fato é que meus irmãos e eu não duvidávamos da capacidade supersônica do carro, o único no mundo, garantia minha mãe, equipado com um mecanismo que, uma vez acionado, faria com que as rodas saíssem do chão. Ela mostrava o dispositivo, que ficava bem embaixo da direção, ao alcance da mão esquerda do motorista. A alavanca estava lá, podíamos ver. Minha mãe não mentia. Era mesmo pura falta de sorte que os sinais fechassem ou que um carro mais lento entrasse na nossa frente sempre que o TL azul calcinha ganhava aceleração. Mas a matriarca era incansável. Tendo uma oportunidade, ou alguns metros de pista a sua frente, dava o comando; ia tentar decolar. E nós começavamos a pular, bêbados da mais pura euforia – a infantil.

            Semana passada andei de carro com minha mãe novamente. Dessa vez, era eu ao volante. Dessa vez, o carro era meu e não dela. Dessa vez, mal nos falávamos. Olhei para o lado, vi a fisionomia envelhecida da genitora e lembrei do TL azul calcinha. Lembrei da algazarra sem fim que meus irmão e eu fazíamos no banco de trás. Lembrei da segurança imponente que minha mãe nos passava, controlando o carro com majestade, fazendo com que nós nos sentíssemos seguros e protegidos, a ponto de não termos medo de voar. Mas, dessa vez, a indefesa era ela. Dessa vez, quem precisava se sentir protegida era ela, não eu.

            O momento era inadequado

            Quase trinta anos se passaram, minhas irmãs casaram, meu irmão era médico, e para mim ela não olhava havia alguns invernos, desde que anunciei que era gay. Olhei para a frente e vi as pistas da 23 de maio, uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, vazias – tipo de fenômeno que só ocorre entre 3 e 5 da manhã na capital paulistana. Eram cinco da manhã. Pensei em dizer que ia tentar decolar. Mas não achei que ela fosse entender, ou lembrar, muito menos rir. Pensando bem, o momento era inadequado. Estávamos a caminho do Aeroporto de Congonhas e eu precisava colocar minha mãe no primeiro vôo para o Rio. Há poucas horas, minha avó tinha sido internada na UTI de um hospital carioca (a Nonna, a que nunca havia ficado doente). Os médicos não davam muita esperança.

            Tentei imaginar o que eu estaria sentindo se soubesse que estava indo me despedir dela, minha mãe, a pessoa que me colocou no mundo, que me deu colo, que ficou ao meu lado quando tive febre, que acordava junto comigo para cortar e colocar açúcar no mamão que eu gostava de comer no café-da-manhã, antes de ir para a aula. Senti um pouco da dor que ela devia estar sentindo naquele momento. Olhei mais uma vez para o lado e vi minha mãe, cabelos brancos, expressão sofrida. Tentei imaginar de onde ela tirava forças quando éramos pequenos para ser tão divertida, tão cúmplice.

            Naquela manhã, a caminho do aeroporto, no comando do carro e mais velha do que minha mãe era quando dizia que ia fazer o TL decolar, admirei profundamente a capacidade dela de ter sido tão criança mesmo sendo responsável por quatro outras vidas. Crescemos, mudamos, brigamos – envelhecemos. Olhei para a frente e vi as pistas da 23 de maio vazias. Olhei para o lado e vi minha mãe – indefesa, expressão funda, dor estocada, seriedade senil.

            Comecei a acelerar pelas faixas livres da avenida enorme.

            Vou tentar decolar, anunciei.

            Pela primeira vez em muitos anos, minha mãe olhou para mim. E sorriu.

 

*A carioca Milly Lacombe, 35 anos, é jornalista.

Escrito por Sayô & Shara às 11h15
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06/05/2005


ESSA FOI A MARINA VIEIRA  QUE MANDOU PARA MIM...

SÓ  PRA FECHAR O DIA COM CHARME E ALEGRIA.

O Motel 

 Luiz Fenando Verissimo


- Viram teu marido entrando num motel.
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Discretíssimu's.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Lu.
- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.
- Mas que história é essa, Lurdes?
- Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir.
- Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo.
- Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então, que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minha amigas speram que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma onvenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa,com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio:
- Acabo de receber um telefonema - disse. Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que,como meu amigo, tinha que contar.
- O quê?
- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.
- O homem era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Lurdes, mas...
- O quê???
- Vou ter que te dar uma surra...


Conclusão :
- Devemos cuidar apenas da nossa saúde, porque da nossa vida,
todo mundo cuida.

BONS SONOS!!!

SHARA.

Escrito por Sayô & Shara às 21h29
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Por que as mães choram

"Por que está chorando?”   - Ele perguntou à mãe.

"Porque eu sou mãe" - Ela respondeu.

"Eu não entendi” - Ele disse.

Ela apenas abraçou e sussurrou “Você nunca entenderá".

Mais tarde o menino perguntou ao pai por que as mães parecem chorar sem nenhum motivo aparente "Todas as mães choram sem motivo" - foi o que o pai conseguiu responder.

O menino cresceu, tornou-se um homem e ainda tentava entender por que volta e meia às mães estão chorando. Após muitos anos, já em idade avançada ele deixou o mundo.Quando sua alma se viu frente a frente com Deus logo disse "Senhor nunca entendi por que as mães choram tão facilmente".Deus disse: "Quando eu criei as mães tinha de ser algo especial. Eu fiz seus ombros fortes o suficiente para carregar o peso do mundo e ainda suficiente e confortável para dar apoio. Eu dei a força para a hora do nascimento dos filhos e para suportar a rejeição que tantas vezes vem deles. Eu dei a elas a fibra que permitem que elas lutem quando todos à sua volta já desistiram. Dei-lhe perseverança de proteger a família por entre doenças e tristezas sem jamais desistir de amar. Dei-lhes a sensibilidade para amar seus filhos diante de qualquer circunstância mesmo que eles tenham magoado profundamente. Essa mesma sensibilidade as ajuda a silenciar o chorinho dos bebês fazendo com que se acalmem e, quando adolescentes, que compartilhem com elas suas ansiedades e medos. E, finalmente, dei-lhes a lágrima para derramarem sem nenhuma razão aparente. É sua única fraqueza".

E por que fez isso?

"Para não diferenciá-las por completo do restante da espécie humana". Sílvia Schimidt

                                          FELIZ DIA DAS MÃES !!!!

                                                                                        


                                                                    Beijos,Sayô.

Escrito por Sayô & Shara às 08h53
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05/05/2005


O número de caracteres excedeu,por isso,tive q colocar a poesia separada.

                       LUNA LUA CHEIA

Brilhante enche nossos olhos encantados, juntamos as mãos em dança, ao sabor ao sabor dos ventos da noite

LUNA LUA CRESCENTE

Uma rede embala sonhos com canções de ninar,sabedoria dos tempos e de suas histórias em festa

LUNA LUA NOVA

Promessa mágica pedra ônix negra,mestiça com a noite,nascendo em flor

LUNA LUA MINGUANTE

 Inebria a vida as estrelas aparecem,transbordam em profusão especialmente você,seus sorrisos ternos,mãos carinhosas e talentosas

LUNA MINHA DOCE LUNA

Expressa em tantas e múltiplas faces que não canso de amar e admirar

Escrito por Sayô & Shara às 09h53
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Bom Dia!

Hj acordei e passei pelo quarto de Luna(minha filha),onde tem um quadro q Shara a presenteou no seu níver de 2002, e pensei, hj vou posta-lo no nosso blog.Qdo aqui cheguei,encontrei um post da Shara falando sobre o nome de Lumena sua filha,rs.

 


Ah, coloquei esse nome, pelo fato q LUNA antes de vir ao mundo jah era minha PAIXÃO e nada melhor do q homenagear uma PAIXÃO por conta de uma outra   na minha vida : A LUA !

Escrito por Sayô & Shara às 09h36
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UMA TEIA CHAMADA LUMENA

Tudo começou com um canto chamado Artes e Trastes idealizado por José Elias Área Leão e Ana Maria Ferreira, em 1987, e onde eu e a Soraya tínhamos um bar. Na verdade, o bar era meio que uma extensão do Camarão do Elias - restaurante do meu pai.

Naquela  época, eu estava grávida e andava a cata de nomes para colocar no meu rebento que eu não sabia se seria homem ou mulher (queria surpresa). No início da noite, chega uma moça terna, simples e simpática vendendo uns cartões com poesias de Fred Maia. Foi assim que conheci Lumena e conseqüentemente seu marido, o Fred. Fiquei imediatamente encantada com tal nome e perguntei a ela se caso meu bebê fosse mulher se poderia colocar aquele nome lindo, e que significava algo tão sugestivo: Lumena derivava do latim Lumen e significava Luz.

Depois disso, o nome não me  saiu mais da cabeça e nenhum mais conseguiu ocupar meus desejos. Mas tive que travar uma guerra com as pessoas (o pai, por exemplo) para a aceitação de um nome à primeira vista estranho, que causava uma certa repulsa nas pessoas. Mas, quando minha filha nasceu, ainda no centro cirúrgico, e o Dr. Joaquim perguntou o nome, eu  berrei:  Lumena, quer queiram, quer não... Naquele momento, lembrei de uma moça simpática, sem pressa,  que atravessou com singeleza minha vida e me trouxe o nome belo e sugestivo para aquela que seria luz para muitos dos meus caminhos.

Hoje, de manhã, lembrei desse acontecimento,  porque nada mais nada menos do que Fred Maia, intermediado por Joca,  deixou um comentário memorável em nosso blog. Agora percebo que uma teia se formou, e isso mostra que mesmo tendo percorrido caminhos tão diferentes, formamos uma conexão intensiva a partir de um pequeno e intenso encontro. Vejam, o comentário  do Fred Maia:


Olá, meninas! meu nome é Fred maia, sou de Oeiras...amigo do Joca! ele me passou o endereço eletrônico do blog de vcs e pediu para eu acessar e manter contato: pois bem, estou aqui! me disse, o Joca, que a Lumena, co quem eu fui casado muitos anos e, com quem tenho dois filhos (gua e yan), foi a inspiradora do nome da Lumena, que pilota esse diário (blog), que, aliás, é muito legal! fiquei feliz, pq a Lumena, que é psicóloga e especialista em adolescentes, é uma pessoa maravilhosa e linda...portanto a homenagem pra ele foi justa...e feliz, porque percebi claramente, que a Lumena que recebeu o nome é uma privilegiada: sabe escrever, gosta de cultura e é de Teresina! Parabéns...e muito prazer conhecer/saber que vcs existem! beijos, Fred Maia.

A  vida é mesmo cheia de surpresas e encontros, não é mesmo?

Salve o desejo e as conexões que estabelece!  Shara Jane.

 

 

Escrito por Sayô & Shara às 07h25
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04/05/2005


  RECEITA ESPECIAL

Para estar de bem com a vida,

use esta receita

Dentro do seu coração

Coloque algumas colheres

bem cheia de Amor

O quanto for necessário

Acrescente

muitas pitadas de Carinho,

quanto mais, melhor

Coloque várias

gotas de sinceridade.

E complete tudo com

uma chuva de perdão e

compreensão.

Misture tudo muito bem.

Usar essa receita diariamente.

Beijos, Sayô & Shara.


Escrito por Sayô & Shara às 13h51
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ACORDAR SE  ESPREGUIÇANDO COM TORQUATO...

Bom dia! Pulei  da cama e já  me vi envolvida em uma aura de poesia... Torquato Neto  estava por todos os lados. Primeiro, com a obra instigante Todos os dias de paupéria: Torquato  Neto e a invenção  da Tropicália,do meu amigo Edwar Castelo Branco (invadam  o  blog dele: http://edwar2005.blog.uol.com.br/); segundo, pelo espetáculo Torquato Torto que será apresentado no auditório do Pirajá, na UESPI, dia 05/05/05, às 19h30. Dirigido por Luciano de Melo, o espetáculo promete brilho e ousadia,  pois pretente desconstruir significações racionais e deixar a totalidade humana livre para brincar, jogar e fantasiar a partir da percepção e intuição. Entre os artistas, está Thiago Pereira que esnoba em criatividade e sensibilidade. Imperdível! E para completar a  poesia matutina e torquateana, Joca Oeiras me envia o endereço do site produzido pela Fundação Monsenhor Chaves sobre Torquato Neto. O site http://www.torquatoneto.com.br está um primor e traz álbuns fotográficos, textos,  músicas, documentos, vídeo e outras preciosidades.

E como todo dia o sol levanta, eu, Shara, pronome intransferível, faço uma louvação a  vida, cantando com Torquato:

COGITO

eu  sou como eu  sou   pronome  pessoal intransferível do homem que iniciei  na medida do impossível  eu sou como eu sou agora sem grandes segredos  dantes sem novos  segredos dentes nesta hora eu sou como eu sou presente desferrolhado  indecente feito em pedaço de mim eu sou como eu sou vidente  e vivo tranqüilamente todas as horas do  fim.

 

Escrito por Sayô & Shara às 08h58
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EMBRIAGAI-VOS


"Deve estar sempre embriagado. Nada mais conta.
Para não sentir o horrivel fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos faz pender para a terra, deveis embriagar-vos sem tréguas.

Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha. Mas embriagai-vos.

E se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na erva verde de uma vala, na solidão baça de vosso quarto, acordais, já diminuída ou desaparecida a embriaguez, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, a ave, o relógio, vos responderão: "São horas de vos embriagardes! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha".

                                   Meu sorriso embriagado pra vcs,Sayô 

Escrito por Sayô & Shara às 08h52
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03/05/2005


                                                        

                             CHUVA, SAUDADE, POESIA... TUDO A VER

Teresina em dias frios nos brinda com chuvas longas que faz abrir um sol intenso e flores de todas as cores... E a saudade, com a chuva, povoa nosso corpo com lembranças de todos os tipos. Eu, por exemplo, lembrei de um amigo querido, o Bernado de Sá Filho, que em dias de chuva ficava a matutar comigo um tralhalho sobre as imagens da chuva pro povo de Teresina. Saudades de ti, meu caro amigo!

Adorei, também, essa borboleta que sayô ilustrou Cecilia Meireles em sua dissolvencia e inteireza, e lembrei de outro amigo, o Thiago Pereira que adora borboletas e para homenagear minhas saudades e meus amigos, trago este lindo poema do Thiago:

      O mar parece um pano. faz ondas pequenas e grandes. igual ao pano quando está ventando. seria preciso uma multidão para levar o mar pro varal. surfar no pano não faz frio. o barco passeia no mar. agora a estampa está se mexendo. nem tudo que se mexe tem vida. é como o barco. se estiver distante vê-se apenas um ponto. o barco vira marco. o mar só fala de boca cheia. o pano só fala quando venta. as pessoas saem de casa engolidas pelo pano. é engraçado. tem  pano que só aparece no fim de semana. o mar não liga pra moda. tem pano que tem flores por fora. o mar é belo. mas nunca foi ao salão de beleza. o mar sempre guarda um jardim no bolso. o mar rumina a terra o tempo todo. é massa. tem muita espuma no mar porque  ele está tomando banho. o pano já banhou. a chuva molha o mar e o pano. o pano fica mais pesado. o mar recebe o emprestado. a chuva pode derrubar o pano.  a chuva   nunca conseguiu derrubar o mar. às vezes o sol vem junto e aparece um arco-íris. a gente corre pro pano e se cobre com o mar.

 Bom dia! Sharita.

Escrito por Sayô & Shara às 11h47
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                                                    BORBOLETAS



                DAS VANTAGENS DE SER BOBO - Clarice Lispector

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo de ver, ouvir e tocar no mundo. O bobo é capaz de ficar horas sentado, quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado porque não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saídas, porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza e o bobo tem originalidade - espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem a oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.
Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos e estes os vêem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoieviski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar-refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba, compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado o técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.
O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros.
Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas de que o bobo não prevê. César terminou com a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas devem estar no céu.
Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.
Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.
Os espertos ganham dos outros. Em compensação o bobo ganha a vida.
Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas a serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço voando por cima das casas.
É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. Porque só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Adoro esse texto!Lembro da minha amiga boba Ju,como ela mesma diz : "De fato, ser boba é uma grande virtude, e não é pra qualquer um não"

Beijos gelados de uma terça fria pra todos q aqui passarem,Sayô.



Escrito por Sayô & Shara às 08h38
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02/05/2005


 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

TALENTOS PIAUIENSES

Roraima][rrstudio@hotmail.com][www.tramavirtual.com.br/roraima]
Êita, que esse blog tá muito bem assessorado viu!! mas olha gente, Sincero, puro e verdadeiro o texto da Lumena! Pôxa! E se ela ficou maravilhada com o show como diz, nós ficamos maravilhados com seu texto, porque nada mais é, do que o reflexo do que ela viu e sentiu e é isso mesmo que queremos passar com o mix dos três nomes no palco, aqui e fora de nosso estado! Obrigado Lumena! Bj!


Dia 10.05, o Projeto SOLMÚSICA -Roraima, Teófilo e Narguilé Hidromêcanico- sairá do Piauí rumo a São Paulo e Rio de Janeiro pra mostrar toda a sua potencialidade.

Desejamos Sucesso e Boa Sorte desde jah!

Valeu Roraima pela visita!

beijos, Sayô e Shara.


 

 

Escrito por Sayô & Shara às 15h17
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COMEÇOU BEM MINHA SEMANA...

 

Escutando Isabella Taviani

"Uma vez agora vai,deixa o vento te seduzir, deixa o novo sonho te invadir e naum volte nunca mais aqui pra me esperar,agora vai,lança teu destino em outro mar,naum recues nunca pra anconrar,nunca pra duvidar.Deixa o sol queimar a tua pele, deixa o ceu forrar a tua cama,deixa amanhecer,tua chama,teus desejos.Mas agora vai, pq há vida em outra dimensao, pq há paz em outro coração, pq com a gente naumm.Agora vai buscar os novos horizontes,ousar no colo de outros ombros, saciar a sede do teu corpo louco.Deixa o sol queimar....Vai pra sempre vai, SER FELIZ É UMA ESTRADA SEM FIM, tens a força q eu nunca atingi, tens a dor mas ainda sei q tens a mim......

Ai ai ai. O que dizer de um blog onde se lê fragmentos de coração?!!! Coisa mais linda!!!! É como poder tocar, sentir o cheiro de alguém que nunca se viu mas está vivo e presente dentro do coração. Parabéns! Tá bonito demais! Amo você Sayô! Sabes disto! Beijos! Muitos deles! Paulo][flyer.br@globo.com]

Ai ai ai digo eu...Semana de TPM, AUMENTANDO minha sensibilidade e entro agora pela manhã pra ver nosso blog e me deparo com essa mensagem da Shara...afffff (chorando aqui),somos assim,um poço de lágrimas e sensibilidade e qdo toca nossa familia,affffff... Logo depois, vou ler os comentários...quem "VEJO"....vc Paulinho,ansiosa demais eu tava pra receber sua visita aqui. Paulo é meu amigo virtual,jah fomos namorados e hj amigos...nos conhecemos num chat(PALTALK),ele mora em Ribeirão Preto-SP,e é um libriano M A R A V I L H O S O!!!! Somos apaixonados por música,e conheci cantores maravilhosos através do Paulinho(VANDER LEE e ISABELLA TAVIANI,foram uns dos).Bom demais da conta receber vc no nosso blog, eu tinha absoluta certeza q vc iria gostar!!! Te amo meu amigo, muito mesmo, e ver se naum some, tu me mata de saudade!!!!!!!!! Beijaumzaum bem grandaum...beijos em todos aí. Sayô

Escrito por Sayô & Shara às 09h08
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 Amor que se escreve chorando de saudades...

Hoje, de manhã, recebi o telefonema de uma das pessoas que mais consegue me emocionar. Conversando agora a noite com o Joca Oeiras sobre o tempo de meninar, fiquei a lembrar dela e uma saudade grande invadiu meu peito. Voces não imaginam o quanto nós duas fomos crianças felizes. Criançar foi um tempo que nos uniu em todas dimensões e as separações que tivemos, muito nos fez sofrer. A vida nos afastou geograficamente e passamos muito tempo distantes uma da outra. Agora amadurecidas, sinto que nosso amor mudou, trouxe novos elementos como nossas filhas, mas cresceu em admiração e respeito. É desses amores que nos faz escrever chorando de saudades...

Somos muito diferentes: Soraya sempre se diferenciou de mim pelos gestos ternos, pela delicadeza das mãos compridas, brancas! Além disso, uma nasceu loura e a outra morena; misturadas, somos o café com leite que aquece os corpos na cozinha de casa.

Em Parnaíba, na rua Conde D'Eu, tínhamos todas as idades do mundo e nem sabíamos disso. E sabe por que? Porque vivíamos tudo com muito intensidade! Nas areias alvas de Atalaia e no seu mar de águas mornas - matérias de nossa infância - vivemos dias calorosos e alegres, misturados com caranguejo e água de côco.

Hoje, as lembranças ternas de nós mesmos, nos faz acreditar que amor é isso: simples, intenso e capaz de se eternizar!Depois, veio a Sayonara e alguns anos depois a Shamara, mas isso é para contar em outro pôr sol. Shara Jane.

Escrito por Sayô & Shara às 01h02
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Artes (com) trastes e traquinagens

Nós, Sayonara e Shara, resolvemos criar um blog que fale mais da vida, das relações entre as pessoas,das questões que envolvem o nosso mundo,especialmente sobre a poesia,a música, a dança...
Queremos falar das coisas cotidianas, das nossas coisas, não para falar do mundo privado pelo mundo privado, como no Big Brother Brasil, mas para falar das coisas que façam as pessoas olharem para o mundo externo, aquele que nos provoca, nos faz pensar e nos mobiliza a olhar para nós mesmos.
A arte com singularidade nos possibilita isso, sair de si e entrar no universo de múltiplos e intensos contrastes dos outros. Assim, a proposta é que 'trastes' de todo tipo invadam o nosso blog e proliferem as traquinagens que fertilizam os nossos corpos alegres, dançantes, embriagados.
Artes (com) trastes e traquinagens espera ser um agradável cantinho,para os chegados, os estranhos,os nômades e os trastes de todo tipo ou ideais.

Sejam Bem Vindos!


Sayô & Shara



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:: Jorge Vecilo :: Fácil de Entender ::



"Poema é lugar onde a gente pode afirmar que o delírio é uma sensatez."
(Manoel de Barros)


"Pelos meus textos sou mudado mais do que pelo meu existir."
(Manoel de Barros)


"Sabedoria pode ser que seja ser mais estudado em gente do que em livros."
(Manoel de Barros)


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(Manoel de Barros)


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